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NOS Alive 2026: 15 concertos a não perder no Passeio Marítimo de Algés

Os regressos dos Foo Fighters e de Nick Cave; a estreia de Teddy Swims; o fenómeno Zara Larsson; o acontecimento que é o concerto dos Buraka Som Sistema. O festival está de volta, de 9 a 11 de julho.

Ricardo Farinha
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O NOS Alive prepara-se para iniciar a 18.ª edição esta quinta-feira, 9 de julho, no Passeio Marítimo de Algés, onde decorre até sábado, dia 11. À data da publicação deste artigo, já só existem bilhetes diários para o primeiro dia, disponíveis por 90€. Todos os outros ingressos estão esgotados.

Com cada vez mais palcos e valências — além de uma zona dedicada à comédia, este ano a programação estende-se ao universo literário, com uma série de conversas a decorrer durante a tarde — o programa do NOS Alive mantém-se sobretudo igual a si próprio, com um pendor pop rock, um foco maioritário na música norte-americana e anglo-saxónica e a aposta em artistas consolidados.

Foo Fighters, Nick Cave & The Bad Seeds, Florence + The Machine, Pixies, Lorde ou The War On Drugs são alguns dos nomes seguros que prometem atrair dezenas de milhares de pessoas até ao recinto no concelho de Oeiras, às portas de Lisboa. Porém, também há espaço para as estreias de Matt Berninger ou de Teddy Swims, para o regresso marcante dos Buraka Som Sistema ou dos Alabama Shakes, para a sensação Zara Larsson ou para a promessa Alessi Rose. Este é um possível roteiro para os próximos três dias de NOS Alive.

QUINTA-FEIRA, 9 DE JULHO

A Perfect Circle

19h30, Palco NOS

Há quase 20 anos que os norte-americanos A Perfect Circle não passam por Portugal. Além disso, a banda liderada pelo emblemático vocalista Maynard James Keenan — que se tornou uma referência ao comando dos Tool e depois se aliou, para este grupo, ao guitarrista Billy Howerdel — revelou recentemente um novo tema, Starless, que poderá ser o prenúncio de um quinto disco. O conjunto apenas lançou um álbum ao longo da última década, Eat the Elephant, editado em 2018. Conhecidos por apresentarem performances envolventes e intensas, poderá ser uma boa maneira de começar este NOS Alive.

Alabama Shakes

20h, Palco Heineken

No início da década de 2010, os Alabama Shakes protagonizaram um fenómeno de culto com o seu rock caloroso de garagem, moldado pelos blues e outras influências do sul da América. O grupo entrou em hiato em 2018, o que permitiu o percurso a solo da vocalista e guitarrista Brittany Howard, mas reuniram-se no ano passado para uma digressão que passa agora pelo Passeio Marítimo de Algés e que antecipa o seu terceiro álbum, I Must Be Dreaming, com edição marcada para 28 de agosto. O concerto deverá levantar o véu em torno do novo disco, pelo qual os fãs aguardam há mais de uma década, mas promete incidir sobretudo nas canções que os tornaram uma banda sensação há cerca de 15 anos.

Nick Cave & The Bad Seeds

21h15, Palco NOS

É o grande cabeça de cartaz do primeiro dia de NOS Alive. Nick Cave e os seus The Bad Seeds têm sido uma presença regular em Portugal ao longo dos últimos anos — este será o seu quinto concerto no país desde 2018 — e voltam a trazer ao palco as canções de mais de 40 anos de história, numa tour com um foco mais amplo, não tão direcionada para um disco em concreto, mesmo que o trabalho mais recente, Wild God, tenha sido editado em 2024. Ao vivo, Nick Cave proporciona uma intensa catarse musical, uma performance espiritual e emocional que privilegia a palavra e a comunhão com o público. É hora de voltar a reunir os fiéis.

Matt Berninger

23h45, Palco Heineken

Velho conhecido do público português através dos muitos concertos que tem dado por cá enquanto vocalista dos The National, chegou a vez de Matt Berninger fazer a sua estreia a solo em território nacional. O artista multidisciplinar vem com dois discos em nome próprio no currículo — Get Sunk (2025) e Serpentine Prison (2020) — que prolongam a sua já vasta obra musical e poética. É outro dos concertos mais esperados na primeira noite do NOS Alive de 2026.

SEXTA-FEIRA, 10 DE JULHO

Jehnny Beth

20h10, Palco Heineken

Destacou-se inicialmente como a poderosa vocalista dos Savages, banda pós-punk acarinhada pela crítica e nomeada para um prestigiante Mercury Prize. Nos últimos anos, a artista francesa tem desenvolvido um impactante percurso a solo que atingiu (pelo menos por enquanto) o seu apogeu com o disco editado em 2025, You Heartbreaker, You, alimentando o culto à sua volta. Ao vivo, Jehnny Beth é conhecida pela entrega intensa e o seu carisma em palco, pelo que se torna um dos concertos a não perder nesta edição do festival.

The War On Drugs

21h35, Palco Heineken

Quatro anos desde a última passagem por Portugal — quando atuaram precisamente no NOS Alive de 2022 — os The War On Drugs estão de volta para um concerto refinado que promete ser uma autêntica viagem sonora pelos terrenos do rock’n’roll e mais além por terras americanas. Lançaram em 2021 o seu mais recente disco, I Don’t Live Here Anymore, mas confirmaram publicamente nesta primavera que o sexto álbum de originais do grupo estava praticamente gravado. Embora ainda não haja data de edição, talvez possam integrar algumas dessas novidades no alinhamento.

Foo Fighters

22h45, Palco NOS

Não há margem para dúvidas que a segunda noite do NOS Alive pertence a Dave Grohl e companhia. Uma das mais populares bandas rock dos últimos 30 anos, os Foo Fighters têm sido sempre um êxito em Portugal — depois de 2011 e 2017, regressam onde já foram felizes, ao Passeio Marítimo de Algés, com os hinos de sempre e as canções de um novo disco, Your Favorite Toy, editado em abril. Será o último concerto desta digressão europeia de rock de estádio, pelo que os Foo Fighters prometem deixar tudo em palco.

Zara Larsson

1h15, Palco Heineken

Não é todos os dias que uma estrela pop renasce, mas foi o que aconteceu com a cantora sueca nos últimos tempos. Após uma fase de menos relevância e entusiasmo à sua volta — em que parecia, como tantas outras divas pop, condenada a um esquecimento progressivo — Zara Larsson atingiu a sua melhor fase de sempre. Para isso muito contribuíram um momento viral em palco com a canção Lush Life, editada há mais de uma década, e o seu novo álbum Midnight Sun, editado em 2025 e que mereceu uma versão extra intitulada Girls Trip, de remisturas por parte de nomes como PinkPantheress, Kehlani ou Shakira, que ajudaram a cimentar o momento. É o primeiro concerto de destaque da artista em Portugal, uma vez que apenas fez as atuações de abertura de Ed Sheeran no Estádio da Luz em 2019.

SÁBADO, 11 DE JULHO

Teddy Swims

18h50, Palco NOS

Autor de uma pop que vai beber à soul e ao R&B, o cantor norte-americano Teddy Swims tornou-se uma das vozes mais ouvidas do mundo nos últimos anos, muito graças a estrondosos êxitos radiofónicos como Lose Control ou The Door. Com letras emocionais que exploram temas em torno do amor, de perda ou autoaceitação, chega ao palco principal do NOS Alive repleto de argumentos para uma performance que promete atrair uma vasta multidão — é a sua estreia absoluta em Portugal.

Alessi Rose

19h30, Palco Heineken

Com uma pop de nuances indie e rock, Alessi Rose é uma jovem cantora britânica de 23 anos que se tem afirmado como uma revelação na senda de Olivia Rodrigo ou Taylor Swift. Sem qualquer longa duração no currículo, lançou em 2025 os EPs For Your Validation e Voyeur, que catapultaram o seu percurso e a colocaram definitivamente no radar. A estreia em Portugal pode ser outra forma de fazer o tira-teimas.

Lorde

20h35, Palco NOS

Desde que se estreou em 2013 com Pure Heroine que Lorde se tem afirmado como uma figura relevante no cenário musical global, ao explorar uma pop autoral e poética. Depois de três concertos em Portugal, estreia-se no Passeio Marítimo de Algés para apresentar o seu mais recente álbum, o aclamado Virgin, editado em 2025 e no qual se destacam os temas What Was That e David. É um dos concertos a não perder numa noite particularmente entusiasmante de NOS Alive.

Pixies

21h25, Palco Heineken

Uma década volvida, e no ano em que celebram o 40.º aniversário da banda, os Pixies estão de volta ao NOS Alive. Referência do rock alternativo, e com uma discografia bem preenchida ao longo dos anos, os norte-americanos trazem os êxitos de toda uma carreira, de Where is My Mind? a Here Comes Your Man, para esta celebração com os fãs do longo e prolífico percurso percorrido até aqui.

Florence + The Machine

22h35, Palco NOS

É um dos grandes cabeças de cartaz da noite e também um regresso ao festival. Os Florence + The Machine vêm apresentar o seu sexto álbum, Everybody Scream, lançado no ano passado, um disco que explora um imaginário místico em torno do horror folclórico, que reflete sobre cura e os limites do corpo, o envelhecimento e a morte, impulsionado por uma cirurgia de urgência que salvou a vida à líder Florence Welch em 2023. A cantora e compositora é conhecida pelas suas performances magnéticas e o Palco NOS promete encher-se para a receber.

Playback — Paião por Tigerman

00h00, Palco Galp Fado Café

Seja neste dia e horário, ou na sexta-feira, pelas 1h15, é um dos projetos paralelos num dos palcos mais pequenos do festival que valerá a pena conhecer. Realizado por Sérgio Graciano, Playback — Um Filme Sobre Carlos Paião estreia-se nos cinemas a 27 de agosto. Para fazer o filme biográfico, o cineasta convidou The Legendary Tigerman a assumir a produção musical da obra, apresentando novas versões das canções de Carlos Paião, com uma roupagem mais contemporânea e adaptada às necessidades do filme. Este espetáculo é transpor esse processo para o palco: o ator que deu vida ao cantor, Rafael Ferreira, sobe ao microfone integrado numa formação também composta por The Legendary Tigerman, Cabrita, Mike Ghost e Sara Badalo. Será uma forma especial de antecipar o filme e experienciar as canções de Carlos Paião ao vivo.

Buraka Som Sistema

00h55, Palco NOS

É um dos acontecimentos do ano na música portuguesa e certamente um dos momentos mais esperados deste NOS Alive. 10 anos depois, os Buraka Som Sistema — banda de Blaya, Branko, Conductor, Kalaf e RIOT — estão de volta aos palcos e revelaram recentemente uma música nova, uma abordagem ao semba intitulada Puro Mambo. O grupo formado em Portugal, mas de origens múltiplas e com uma ligação especial a Angola, sempre foi conhecido pelos concertos explosivos que transformam qualquer palco numa enorme pista de dança. É precisamente essa festa agitada, composta por diferentes ritmos e nuances melódicas, que se espera neste regresso. Os Buraka Som Sistema vão depois fazer uma série de datas internacionais, mas não está garantida qualquer outra atuação futura em Portugal, pelo que este momento ainda se torna mais imperdível.