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(A) :: Andar de biquini na rua é proibido e pode ser multado até 200 euros em aldeia do Lago Como

Andar de biquini na rua é proibido e pode ser multado até 200 euros em aldeia do Lago Como

Varenna, no Lago do Como, aprovou medidas que proíbem andar de biquini e tronco nu na rua e megafones em visitas guiadas. Autarca fala em “governar” o turismo, não travar.

Mariana Carvalho
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Varenna, uma localidade com 650 habitantes nas margens do Lago de Como, em Itália, estabeleceu um quadro de multas destinadas a sancionar os turistas que ameaçam o decoro e o quotidiano dos residentes. As medidas foram aprovadas pela assembleia municipal da aldeia no passado dia 26 de junho, data em que entraram em vigor modificações significativas no regulamento da polícia local. Entre as decisões mais polémicas está a proibição de usar fato de banho ou biquini na via pública — agora sujeita a multa —, mas também o estabelecimento de limites para visitas organizadas e para o ruído permitido na aldeia.

Nos últimos anos, Varenna foi inundada por turistas, assim como as terras vizinhas na margem do Lago de Como — um destino cada vez mais popular entre viajantes internacionais. Se a invasão de curiosos catapultou a economia local, também diminuiu em vários aspetos a qualidade de vida dos residentes, habituados à calma das ruas estreitas e ao silêncio apenas interrompido pelo burburinho das águas.

As novas diretrizes incidem sobre turistas que circulam pela aldeia com vestes balneares, sendo proibido usar fato de banho ou biquini e andar de tronco nu fora das praias — transgressão penalizada com multas entre 50 e 200 euros.

As medidas estabelecem ainda que os grupos organizados de turistas que visitam a aldeia não devem ultrapassar as 25 pessoas, sendo que os guias não podem em nenhuma circunstância utilizar megafones ou aparelhos semelhantes para aumentar o volume da sua voz.

Não é permitido aos circuitos estabelecidos causar inconvenientes a outras atividades ou aos cidadãos que também utilizam o espaço público e, nos momentos “passivos” das visitas, isto é, quando os visitantes se imobilizam num local para ouvir a explicação do guia, devem ser privilegiados sítios que não provoquem incómodo, sendo proibido um conjunto de locais predeterminados pela autarquia. As coimas aplicadas às companhias turísticas em caso de incumprimento podem chegar aos 400 euros.

O presidente da câmara de Varenna, Mauro Manzoni, avançou (citado pelo jornal local ComoZero) que a aldeia que preside “é maravilhosa” e que tem “orgulho de acolher todos os anos centenas de milhares de visitantes de todo o mundo”. “Todavia, a qualidade de vida dos nossos residentes não pode ser sacrificada no altar do turismo em massa. Estas novas normas não nascem de uma vontade de colocar obstáculos ao turismo — que continua a ser um recurso fundamental para a nossa economia local — mas da necessidade de governá-lo de forma mais inteligente e respeitadora.”