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A NATO estima que Portugal vai atingir 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa até ao final deste ano, representando um aumento de perto de 600 milhões de euros face a 2025.
Estes dados constam de um relatório divulgado pela NATO que contém estimativas de investimento dos 32 estados-membros da Aliança Atlântica, com informações recolhidas até ao dia 3 de junho passado.
Segundo este documento, Portugal deverá chegar aos 2,1% do PIB até ao final deste ano, com uma despesa aproximada de 6,7 mil milhões de euros.
De acordo com a NATO, este valor representa um aumento de perto de 600 milhões de euros face a 2025, uma vez que na estimativa relativa a esse ano Portugal aplicou 6,1 mil milhões de euros neste setor.
O mesmo relatório estima que Portugal atingiu a meta dos 2,01% relativa ao ano de 2025, valor que já tinha sido avançado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, na Assembleia da República.
Se estes valores se confirmarem, Portugal passa de um aumento no investimento em Defesa de 1,6 mil milhões de 2024 para 2025, – o maior aumento anual da despesa em Defesa da última década, – para apenas 600 milhões entre o ano passado e o atual.
Portugal segue a tendência da maioria dos países europeus e Canadá, num contexto de recuo do investimento dos Estados Unidos da América (EUA) na NATO e depois de a última cimeira da Aliança, em Haia, Países Baixos, ter estabelecido como nova meta os 5% do PIB até 2035 (3,5% para “gastos puros” com Defesa como Forças Armadas, equipamento e treino, e 1,5% em investimentos como infraestruturas e indústria).
A cimeira da NATO em Ancara, capital da Turquia, termina esta quarta-feira, no Palácio Presidencial, com três assuntos principais em cima da mesa: o investimento em Defesa, o reforço da produção industrial e o apoio à Ucrânia.