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Avião da Força Aérea fez 760 quilómetros extra para transportar Luís Montenegro, após regressar do Mundial

Depois de assistir ao jogo da seleção, o primeiro-ministro voou para a Turquia, onde decorre a Cimeira da NATO. Em Istambul, Montenegro embarcou no Falcon 900 da Força Aérea, que o levou até Ancara.

Mariana Carvalho
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A Força Aérea Portuguesa (FAP) fez duas viagens extra, equivalentes a 760 quilómetros, para transportar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, quando regressava do Campeonato Mundial de Futebol. O governante, que assistiu à última partida da seleção nacional contra Espanha na segunda-feira, voou de Dallas para o aeroporto de Istambul, na Turquia, num avião comercial, tendo depois embarcado no Falcon 900 da FAP que o transportou para Ancara, capital do país onde decorre a Cimeira da NATO.

Segundo o Correio da Manhã, a aeronave militar partiu do aeroporto de Figo Maduro (Lisboa) em direção a Ancara na manhã de terça-feira. Transportava a maioria dos representantes portugueses, à exceção do primeiro-ministro, que acompanhava a seleção nacional nos Estados Unidos e foi para a Turquia.

Devido ao encerramento do espaço aéreo de Ancara a voos civis nos dias 7 e 8 de julho — por motivos de segurança relacionados com a Cimeira da NATO —, o governante português teve de percorrer a distância entre Istambul e a capital da Turquia a bordo do Falcon 900.

O avião militar foi obrigado a efetuar o trajeto entre as cidades duas vezes, a primeira para ir buscar Montenegro a Istambul e a segunda para levar o primeiro-ministro à conferência em Ancara, o que totalizou os 760 quilómetros já referidos (correspondentes a dois percursos de 380 quilómetros).

“Por razões de segurança, o espaço aéreo de Ancara encontra-se encerrado a voos comerciais permitindo apenas voos militares e de Estado, o que obrigou a que esse voo tivesse de ser militar”, confirmou o gabinete de Montenegro ao Correio da Manhã. Esse trajeto e os que foram efetuados pelo primeiro-ministro em aeronaves comerciais durante o Mundial foram financiados pelo Estado.