Os Estados Unidos da América (EUA) lançaram esta terça-feira à noite uma “série de ataques poderosos” no sul do Irão, nas cidades costeiras de Bandar Abbas e Sirik, ao largo do Estreito de Ormuz, assim como na ilha de Qeshm.
Numa nota publicada no X, o Comando Central dos Estados Unidos indicou que esta ofensiva é uma forma de retaliar contra os ataques dos últimos dias atribuídos a Teerão que visaram embarcações no Estreito de Ormuz.
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O objetivo norte-americano consiste em “impor custos pesados” pelo Irão ter “atacado” os navios comerciais que transitaram no Estreito de Ormuz nos últimos dias, que tinham a bordo “civis inocentes em águas internacionais”. “A agressão do Irão foi injustificada, perigosa e uma violação clara do cessar-fogo”, completou o Comando Central.
De forma mais direta, um dirigente norte-americano contou à CNN Internacional que a ofensiva desta noite “não é proporcional” e que é um “castigo” pelos ataques iranianos aos navios no Estreito de Ormuz. “É um castigo. E não vão acabar tão cedo”, salientou a mesma fonte, sem dar mais detalhes.
O jornal Axios adiantou que os Estados Unidos atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, sistemas de vigilância costeira, mísseis terra-ar, locais de lançamento de mísseis de cruzeiro antinavio, locais de lançamento de drones e instalações portuárias. Terá sido um ataque quatro a cinco vezes maior do que o norte-americano da semana passada, refere a mesma fonte.
Por sua vez, a agência de notícias Tasmin relata que há o registo de feridos na sequência dos ataques norte-americanos, mas ainda não é claro quantos serão.
Antes dos ataques, os Estados Unidos já tinham voltado atrás com o levantamento de sanções ao petróleo iraniano. Fonte oficial norte-americana disse à Reuters que a licença que suspendeu a política sancionatória — e que permitia a venda de petróleo iraniano — foi revogada.
A mesma fonte referiu que isso se deveu aos ataques “totalmente inaceitáveis” no Estreito de Ormuz. Nas últimas horas, já houve três ataques iranianos contra petroleiros que circulavam naquela via estratégica. O Qatar e a Arábia Saudita responsabilizaram e condenaram o Irão pela ofensiva, sendo que Teerão nunca confirmou a autoria.
Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão condenou “veementemente” a anulação do levantamento de sanções pelos Estados Unidos em relação à venda de petróleo. O Irão garantiu estar de “boa-fé” a cumprir o memorando de entendimento, mas lamentou que os Estados Unidos “estejam a violar” os preceitos do documento.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, ao mesmo tempo que alerta para as consequências da violação do acordo, tomará todas as medidas que considere necessárias para proteger os seus interesses nacionais”, refere-se no documento.