Duas pessoas morreram e 15 ficaram feridas num acidente com um autocarro da Carris Metropolitana durante a manhã desta terça-feira, em Agualva-Cacém. Segundo a PSP, as vítimas mortais estavam a aguardar o autocarro, sendo que os feridos “circulavam dentro” deste transporte. De acordo com as informações das autoridades, não há feridos graves.
Segundo avança a CNN Portugal esta terça-feira à noite, na origem do acidente terá estado a possibilidade de a condutora do autocarro se ter desequilibrado, enquanto corrigia o número do autocarro, que estava no letreiro frontal do exterior. O acidente está agora a ser investigado pela PSP.
Nesse momento, a motorista ter-se-á desequilibrado, terá pisado sem querer o pedal do acelerador bruscamente e o autocarro terá avançado, atropelando quem estava à sua frente. Esta versão foi a apresentada pela motorista, que já foi interrogada pelas autoridades — e que é corroborada por testemunhas no local. Não terá havido intenção no gesto, afastando-se em princípio a tese de despiste ou avaria mecânica.
Em declarações aos jornalistas, o intendente Francisco Alves revelou que as vítimas mortais são duas mulheres entre os 30 e os 40 anos, que aguardavam pelo autocarro na estação. Segundo este representante da PSP, o autocarro colidiu contra um pilar da estação. De acordo com o Comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém, que completou a informação, as duas vítimas tiveram morte imediata.
O acidente aconteceu na rua Elias Garcia, no túnel de acesso à estação ferroviária e rodoviária de Agualva-Cacém. O alerta foi dado pelas 9h44. “Fomos acionados para um atropelamento no interior da interface no estacionamento dos autocarros. Enviámos um veículo de intervenção e ambulância e assim que chegámos foi necessário acionar bastantes mais meios das nossas corporações congéneres”, disse o Comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém, João Raminhos, em declarações aos jornalistas.
No local, 6 pessoas foram “assistidas pelos psicólogos do INEM e da Câmara Municipal de Sintra”. No total, foram enviados para o local 30 veículos e 57 operacionais, incluindo elementos da PSP.
Doze dos 15 feridos assistidos no Hospital Amadora-Sintra já tiveram alta hospitalar, anunciou aquela unidade numa nota divulgada ao final da tarde. Até às 20h00, tinham sido assistidos 15 sinistrados, um dos quais considerado muito urgente (pulseira laranja), sete urgentes (pulseira amarela) e sete pouco urgentes (pulseira verde). “As equipas médicas, de enfermagem e restantes equipas de profissionais continuam a prestar os cuidados de saúde necessários, de modo a apoiar os utentes e familiares”, adiantou a unidade hospitalar.
Autocarro “não travou” quando chegou ao terminal
Questionado sobre o que poderá ter causado este atropelamento, o Comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém explicou que “o autocarro, ao chegar ao terminal, não travou”. “Desconheço a razão [para tal], as pessoas que esperavam o autocarro estavam no passeio e foram abalroadas. A condutora é considerada uma ferida leve e está a ser assistida pelos psicólogos do INEM, está num estado mais alterado”, disse então.
Também em declarações, o intendente da PSP Francisco Alves adiantou que “neste momento, a Brigada de Investigação de Acidentes do Comando Metropolitano de Lisboa está a tirar todos os dados para investigar e perceber as causas que resultaram neste acidente”. Para já, detalhou, sabe-se que os feridos “circulavam dentro do autocarro”, disse, recusando adiantar de quantas pessoas se trata.
Quando chegámos ao local, “isolámos a área, chamámos várias corporações de bombeiros, que estão neste momento no local, [assim como] ambulâncias. Há um ponto de triagem onde estão a ser acompanhados feridos, e também vários psicólogos”, explicou. “Foi um embate muito violento, daí que as pessoas no interior [do autocarro] tenham ficado afetadas.”
Em declarações esta manhã, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, lamentou as vítimas deste acidente e sublinhou que, agora, a prioridade é “o socorro e encaminhamento das vítimas para o hospital e a seguir apurar responsabilidades do que aconteceu”, disse.
Gestora da marca Carris Metropolitana lamenta acidente
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), gestora da marca Carris Metropolitana, lamentou o acidente com um autocarro operado pela Viação Alvorada, referindo que “as causas serão determinadas pelas entidades responsáveis pela investigação”.
“A Transportes Metropolitanos de Lisboa manifesta o seu mais profundo pesar pelo grave acidente ocorrido hoje com um autocarro sob a marca Carris Metropolitana, no terminal do Cacém. A prioridade absoluta neste momento é prestar todo o apoio às vítimas, aos seus familiares e às equipas envolvidas”, disse a gestora do serviço rodoviário intermunicipal, em comunicado.
A TML refere que divulgará informações quando houver dados confirmados, acrescentando que “está em permanente articulação com o operador Viação Alvorada, os serviços de emergência e as autoridades competentes”, e que está a colaborar “para o apuramento das circunstâncias do acidente”.
Montenegro expressa “grande consternação” pelo sucedido
Na sua conta pessoal do X, o primeiro-ministro expressou uma “grande consternação” pelo acidente. “Deixo aos familiares das vítimas mortais uma profunda palavra de conforto e condolências. Aos feridos, votos de uma rápida e plena recuperação. E, aos operacionais, voluntários e cidadãos que colaboraram no auxílio a esta tragédia, deixo também uma nota do reconhecimento e agradecimento do país”, escreveu Luís Montenegro.
https://twitter.com/LMontenegro_PT/status/2074475953309315514