Em 2025, a polícia foi chamada a uma casa em Payette, no estado norte-americano de Idaho. No local encontraram duas crianças de 18 meses, gémeas, mortas. À época, a mãe alegou que Tyson e Dallas tinham morrido após serem vacinadas, mas a mulher de 23 anos foi agora indiciada pela prática de dois crimes de homicídio, escreve o Guardian.
Inicialmente, depois de as autoridades estarem no local, informaram apenas que a investigação estava a decorrer. Mas poucos dias depois da morte dos gémeos, a mãe, Andrea Shaw, e o seu marido decidiram participar num podcast produzido pela organização antivacinas Children’s Health Defense, que chegou a ser liderada por Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Estado da Saúde do governo de Donald Trump.
Nesse programa, Andrea Shaw terá dito que as vacinas tinham sido a causa da morte dos seus filhos. Os pais terão levado os gémeos a uma consulta de rotina de 18 meses — graças aos mais de 8.700 euros obtidos numa campanha de arrecadação de fundos na plataforma GiveSendGo. Nessa consulta os dois irmãos receberam as vacinas habituais e, segundo alegou a mãe, poucos dias depois morreram durante o sono.
Apesar de apresentar esta versão, disse que as autoridades estavam a tratá-la como suspeita da morte das duas crianças. “Explicaram-me que não se tratava de uma morte por motivos médicos e sim morte por asfixia. E que eu, supostamente, tinha tido um apagão no período do pós-parto e tinha feito isto aos meus filhos”, disse.
No final de junho deste ano, contrariando o que defendia, Andrea Shaw foi indiciada por homicídio, tendo sido detida em Boise, também no estado de Idaho.
De acordo com a indiciação, à qual a estação televisiva KTVB teve acesso, Andrea Shaw terá sufocado os seus dois filhos. A mulher de 23 anos está até ao momento detida, com uma fiança estabelecida em cerca de 1,7 milhões de euros. No próximo dia 14 de julho, Andrea Shaw será ouvida no tribunal distrital de Payette, local onde vivia com o marido e os dois filhos.