“Peekaboo!”, fez Ronaldo para as câmaras ao chegar ao estádio de Dallas. Com as mãos em frente ao rosto, afastou-as para mostrar a face de quem é iluminado por todos os holofotes. Revelou um olhar confiante atrás de uns óculos de lentes foscas, mas mostrou-se também solto de qualquer pressão que lhe quisessem impor.
De mochila às costas, Ronaldo voltava a preparar-se para carregar os sonhos de uma nação que o tem visto lutar para lá dos limites do tempo. Sereno, confiante e desta vez brincalhão. Ronaldo prometeu que queria “desfrutar”, e no estádio de Dallas foi fiel a essa promessa.
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Subiu ao relvado sorridente, aplaudiu as bancadas, motivou os colegas e tentou provocar perigo na área adversária. Não é o Ronaldo que já foi, mas quis provar que é um Ronaldo que “não está assim tão mal”. Tentou até ao fim. Foi o mais rematador dos portugueses, não perdeu uma oportunidade de puxar pela equipa, protestou e saiu de cabeça para baixo.
CR7 apresentou-se em Dallas horas depois de confirmar a “última dança”, mas jogou até ao final com vontade de continuar a bailar. Os ritmos latinos do país a que também chama “casa” não permitiram mais bailado. Ronaldo despediu-se do Mundial: 6 participações, 27 jogos, 11 golos.
A última dança não terminou num choro balbuciante. Ronaldo esforçou-se para conter as lágrimas, mas não conseguiu. Os seus olhos humedecidos vão mais uma vez ficar na História. Aquelas lágrimas que tentou conter no final do jogo emocionaram Dallas, Portugal e milhões de fãs por todo o mundo. Foram as lágrimas mais esperadas do Mundial. Portugal não as queria ver e Ronaldo não as queria soltar já. Foram lágrimas de adeus, pelo menos deste palco.
O Observador não tirou os olhos de CR7 na tarde de despedida do capitão português em campeonatos do mundo. Vimos tudo o que foi prometido por Ronaldo: a vontade de desfrutar, a força para ser a referência no ataque, a emoção da despedida e a confirmação do favoritismo de Espanha. Só não se confirmou o “feeling”.
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A rotina mais sorridente do Mundial
A 45 minutos do apito inicial, Ronaldo entrou no relvado a liderar a turma portuguesa. Sorridente, muito sorridente. A entrada da equipa portuguesa aconteceu num misto de aplausos e de apupos. Percebeu-se de imediato o equilíbrio nas bancadas.
Ronaldo cumpriu a rotina habitual, avançar para o vértice da área mais distante e aplaudir as bancadas, e depois fazer o mesmo do outro lado do relvado. A seguir, ensaiar dribles em frente à área e rematar. Não há jogo em que não faça isto. É um ritual que cumpre sozinho, antes de se juntar aos colegas de equipa.
Durante toda esta dança rotineira, Ronaldo apareceu sorridente. A “desfrutar”, como prometeu na véspera. Um homem tranquilo, liberto da pressão, o que não pareceu ser apenas uma aparência ou uma encenação para as câmaras. Ao contrário do que se viu em Houston, minutos antes do jogo com o Uzbequistão — em que estava pressionado e com “raiva” devido às críticas —, em Dallas CR7 surgiu como um jogador resolvido com a História e com tudo o que se dirá dele antes, durante e depois do jogo.

No gigantesco jumbotron — um conjunto de ecrãs LED suspensos no centro do estádio — foram exibidas imagens dos exercícios de aquecimento das duas equipas. O sorriso de Ronaldo serviu de plano de corte para imagens de Lamine Yamal a exibir-se com a bola — toques de cabeça, com o ombro e com os pés. Ronaldo riu-se e foi filmado a aprovar as acrobacias do espanhol.
Também ao contrário do que aconteceu em Houston, Ronaldo não olhou para os ecrãs quando surgiram as estatísticas do torneio que apontam Messi na liderança dos marcadores. Concentrou-se apenas nos exercícios da equipa portuguesa. Na cabeça de Ronaldo, olhar para essas imagens seria “waste of time”, até porque considera que não está “assim tão mal”, fez três golos em quatro jogos, sabe que “há outros que fizeram mais, mas porque estão muito bem”.
No momento em que foram anunciados os onzes no estádio, surge um gatilho que Ronaldo certamente agradeceu. Assim que se disse o nome de Cristiano, escutou-se também uma forte onda de apupos, com os adeptos espanhóis a fazerem questão de entrar na cabeça do líder português. Ronaldo riu-se, mas agora foi já com o ar desafiador que o caracteriza. Ele avisou na véspera: “De onde vêm as grandes críticas, é de onde crescemos mais”. Desta vez, não cresceu o suficiente.
Um “perigo” que luta contra o envelhecimento
A subida ao relvado mostrou um capitão português 100% focado. O sorriso desapareceu. Apenas foco no jogo. Foi assim durante todos os procedimentos até ao início do jogo. Na entrada nas quatro linhas, nos hinos, nas fotografias, na decisão de campo ou bola. Um homem concentrado que fez também questão de dar um abraço forte a quem se confessou um “admirador”: Luis de la Fuente, selecionador espanhol. Esse abraço aconteceu no banco da equipa adversária.
Aos oito minutos, o primeiro contacto com a bola em zona de ataque. Junto à área, do lado direito, Ronaldo simulou um remate, deu três pedaladas e tentou tirar um passe. Não saiu bem, mas Portugal conseguiu manter a posse.
Aos 11’, o primeiro remate à baliza. Desmarcado por Bruno Fernandes, do lado direito, recebeu em progressão, fez novamente as pedaladas e rematou já perto da linha final. Defesa para canto. O estádio gritou efusivamente por CR7.

No primeiro quarto de hora, entre os portugueses quem brilhava era Nuno Mendes, com dribles e jogadas a toque curto. Mas em cima dos 16’ foi Diogo Costa quem se agigantou. Duas defesas seguidas. Primeiro a remate cruzado de Lamine Yamal, a partir da direita, depois defendeu a recarga de Baena do lado direito. Ronaldo aplaudiu do outro lado do relvado.
Aos 20′, gritou-se pela primeira vez “Siiii” no estádio de Dallas, mas ninguém marcou. O gigantesco jumbotron mostrou o influencer ishowspeed vestido com a camisola de Ronaldo. Gritou, levantou os braços e fez a celebração de CR7. Tem estado em todos os jogos de Portugal e é um reconhecido fanático pelo capitão português.
Aos 22’, o árbitro apitou para a pausa de hidratação. A primeira de “quatro partes” do jogo ditava um Ronaldo sozinho no ataque, com pouca bola, mas já com uma oportunidade — a melhor de Portugal até ao momento. Foi nesta pausa que CR7 recebeu indicações de Austin MacPhee. O treinador de bolas paradas chamou o capitão português e pediu que tivesse atenção ao que tinha escrito num pequeno quadro. Ronaldo mostrou que estava em sintonia.

Logo depois, Roberto Martínez fez questão de juntar toda a equipa. Formaram uma pequena roda em frente ao banco de suplentes e receberam indicações do selecionador nacional. Nenhum jogador se afasta e terminam a conversa com aplausos e palavras de força.
O regresso da pausa para hidratação mostrou uma posse de bola portuguesa com Cristiano mais acompanhado. CR7 colocou-se à direita, entre Cucurella e Laporte, João Félix posicionou-se à esquerda, entre Pedro Porro e Cubarsi. Mas só foi assim quando Portugal tinha bola em zona adiantada — o que aconteceu poucas vezes.
Foi a Espanha que regressou melhor da pausa para hidratação e Diogo Costa continuou a brilhar entre os postes. Ronaldo foi sempre o homem mais adiantado, sozinho lá na frente. Junto ao grande círculo pedia a bola quando Portugal a recuperava e gesticulou sempre que pôde, a pedir um posicionamento mais adiantado da equipa portuguesa. Foi dessa zona que protestou algumas vezes por não receber bolas da defesa em lances de possível contra-ataque.
Aos 36’, é novamente ele a rematar à baliza na conclusão de mais uma bela jogada portuguesa. Do lado direito, Pedro Neto cruzou largo para o segundo poste para um cabeceamento recuado de João Félix. A bola foi para Ronaldo, que, de costas para a baliza, rematou como conseguiu para uma baliza que estava vazia. Foi quase — Unai Simon agarrou em esforço, para desilusão dos portugueses e dos adeptos que estiveram à beira de ver um grande golo de Portugal e de CR7.
Aos 40’, a barra da baliza espanhola gritou de dor. Bomba de Nuno Mendes depois de uma jogada ensaiada de Portugal num lance de canto do lado direito. Remate em força que foi desviado pela cabeça de Pedro Porro e que só foi travado pelo travessão da baliza. Simon estava batido, Ronaldo levou as mãos à cabeça.

Os últimos minutos da primeira parte mostraram um jogo dividido, mas na primeira parte foi Portugal que assumiu a vontade de seguir em frente. A seleção portuguesa criou mais, teve mais bola, foi mais rematadora e esteve bem na defesa, muito por causa do bom trabalho de Renato Veiga, Rúben Dias e Diogo Costa. No ataque Ronaldo surgia como protagonista entre as melhores oportunidades da seleção portuguesa no primeiro tempo, mas não conseguiu finalizar nenhuma. Ao intervalo somava dois remates, ambos à baliza. Foi ele o responsável pelos únicos remates entre postes na equipa portuguesa. O lance mais perigoso acabou por pertencer a Nuno Mendes com o “bombardeamento” que atingiu a barra da baliza espanhola.
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A última dança de lágrima contida
Para o segundo tempo, Portugal subiu ao relvado ao som de Pump Up The Jam dos Technotronic, mas os minutos seguintes iriam mostrar que Cristiano Ronaldo e a seleção portuguesa não tinham capacidade para responder aos adeptos que surgiram em Dallas a pedir “Make my day”.
Os “espetáculos” dentro do grande jogo aqueceram. Nuno Mendes e Lamine Yamal fizeram levantar o estádio a cada jogada, Cucurella e Pedro Neto trocaram “carinhos” e João Félix e Pedro Porro mantiveram sempre a cara de poucos amigos que preservam desde “outras núpcias”.
Aos 53′, Ronaldo tentou fazer o que já fez tantas vezes. Recebeu do lado esquerdo, ainda longe da baliza, encarou o adversário, partiu para o drible e conseguiu livrar-se do defesa que tinha pela frente, mas depois faltou-lhe velocidade e agilidade. Foi travado por um corte no limite de Pedro Porro.

O primeiro contratempo na equipa portuguesa aconteceu aos 54 minutos. Nuno Mendes deitou-se sobre o relvado. Não aguentava mais. Sentia uma dor que o impedia de continuar em campo. Com o jogo interrompido, Ronaldo e companhia tentaram perceber o que se passava. “Não dá para mais”, respondeu Nuno Mendes, que acabou por ser substituído por Nélson Semedo, depois de ser confortado por Lamine Yamal e por Pedro Porro, ex-companheiro de equipa no Sporting e hoje adversário por Espanha.
Aos 58’, Ronaldo é novamente solicitado na área, mas o cruzamento apareceu muito largo e CR7 conseguiu apenas desviar com um ligeiro toque, de perna direita esticada. Com menos uns anos talvez tivesse dado para melhor conclusão.
Cristiano Ronaldo levou as mãos à cintura e abanou a cabeça aos 67′. Estava a protestar perante o desentendimento na equipa portuguesa. Do lado esquerdo, João Félix não tinha conseguido receber uma bola fácil, mesmo antes da pausa para hidratação. Ronaldo foi o primeiro a chegar ao banco e continuou a protestar. Nesta altura, era a Espanha que estava com mais bola e Portugal jogava muito longe da baliza.
A saída forçada de Nuno Mendes tirou valências aos comandados de Martínez. O selecionador procurou por isso acertar as agulhas nesta pausa. Voltou a pedir a atenção de toda a equipa e, com um quadro na mão, foi apontando para Bruno Fernandes, Rúben Dias e Vitinha. Depois conversou com Pedro Neto e a seguir, ainda nesta pausa, lançou duas peças para o xadrez lusitano. Entraram Dalot e Leão, saíram Cancelo e Félix.

Depois da pausa sentiu-se a diferença que Nuno Mendes faz. Lamine driblou pelo lado direito, passou por Nélson Semedo e forçou o defesa lateral português a fazer falta junto ao vértice. Livre para a Espanha que foi cobrado por Lamine Yamal e despachado para canto por Diogo Costa.
Portugal respondeu com um rendilhar atribulado que só a vontade de Rafael Leão permitiu. O atacante português driblou entre ressaltos à entrada da área e soltou para Ronaldo, que depois encontrou Vitinha em zona de tiro junto à grande caixa. O médio rematou para bloqueio dos espanhóis e, no ressalto, Bruno Fernandes chutou já perto da pequena área, do lado direito, para levantar todo o estádio. Foi à malha lateral. Enganou quem tivesse a visão mais desfocada.
Foi apenas um fogacho na exibição portuguesa na 2.ª parte. Os espanhóis continuaram a carregar e aos 78′ ficaram muito perto do golo com uma bola perdida na pequena área portuguesa. A defesa despachou como pôde para canto. Portugal começava a sufocar e já atacava pouco a baliza de Simon.
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Aos 80’, desperdiçou-se um contra-ataque português devido às limitações de Pedro Neto. Já desgastado, o extremo português tentou desmarcar Ronaldo do lado direito, mas o passe foi curto em vez de sair para as costas da defensiva espanhola. Martínez tinha de mexer e foi o que fez aos 82’ com a saída de Pedro Neto e Vitinha para a entrada de Conceição e Bernardo Silva. Ronaldo continuaria em campo.
Dois minutos mais tarde, Cucurella continuava a esticar a corda. Numa luta pela bola com Conceição, empurrou o avançado português, que caiu na zona técnica espanhola. Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes meteram em sentido o “cabeludo”, que se afastou assim que pôde dessa zona.
Foi Ronaldo que aos 87’ tentou dar sinais à equipa portuguesa. Com Espanha a trocar a bola na defesa, o capitão correu sozinho para uma pressão alta que terminou com Unai Simon a fazer um passe forçado para o ataque espanhol. Levantou os braços Ronaldo, que pediu atitude aos colegas de equipa.
Aos 89’, o sempre atento Ronaldo quase aproveitou uma bola perdida na defesa espanhola quando Laporte tentava devolver de cabeça para Simon. Foi por pouco que não chegou à bola o capitão português. Nada dava resultado e o relógio continuava a correr.
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A numerologia de Martínez voltou a funcionar em Dallas, mas agora foi para o lado oposto. Ao dia 6 de julho, foi enquanto o árbitro levantava a placa com o tempo adicional mínimo de 6 minutos que a Espanha marcou. O relógio marcava 6 segundos para lá dos 90. E foi o número 6 de Espanha que fez o golo. Mikel Merino desmarcou-se entre os centrais portugueses depois de um passe milimétrico de Ferran Torres. Rematou rasteiro para o fundo da baliza de Diogo Costa. Ronaldo baixou o rosto e levou as mãos à cabeça. A partir deste momento, a Portugal e a Ronaldo restavam apenas 360 segundos para lutar contra o resultado. Seriam os 6 últimos minutos de CR7 num Mundial. O árbitro acabaria por ditar que fosse um pouco mais.

Ronaldo sozinho na área. De cabeça baixa, encaminhou-se sozinho para o centro do relvado. Mãos à cintura, rodeado por câmaras. Todas sobre ele. Cumprimenta brevemente alguns colegas e adversários, mas tem dificuldade em manter a cabeça erguida. Fala com os seus pensamentos e segura as lágrimas. Foi assim que apareceu nos ecrãs gigantes, de olhos rosados, a morder o lábio. Recebeu um forte aplauso e os adeptos cantaram o seu nome. Ninguém olhou para a festa espanhola e essa “festa” também não foi muito efusiva. Estava tudo preocupado com CR7.
Foi o capitão que liderou a equipa para as bancadas preenchidas por 70.649 adeptos. Aplaudiu e agradeceu o carinho por uma última vez. Aí surgiram as lágrimas e libertou a emoção que estava a conter. Foi nesse momento que sentiu o peso do “adeus”. O “feeling” de Ronaldo não se confirmou. “Oxalá” não fosse assim. Mas Ronaldo tinha razão: não será mais Cristiano por ganhar o Mundial nem menos Cristiano por não ganhar.

As últimas palavras de quem quis dançar até ao último minuto
“Triste” foi a primeira palavra de Ronaldo na zona mista do estádio de Dallas. Rodeado pela imprensa que se amontoou entre empurrões, CR7 apresentou-se insatisfeito com o resultado final, mas conformado com o desfecho: “Triste porque não conseguimos ganhar, mas com o sentimento como estava ontem. Ninguém gosta de perder, ninguém gosta de sair de uma competição, mas isto é a vida de um futebolista, isto é a vida de um jogador, às vezes perde, às vezes ganha, mas saio de consciência tranquila.”
Já depois de ter assumido que seria a despedida de mundiais, foi confrontado com a possibilidade de isso significar também a saída da Seleção. “Eu não decido as coisas de cabeça quente”, respondeu Ronaldo. “Acho que terei tempo para pensar, para refletir, falar com a minha família e não desviar a atenção daquilo que foi a apresentação de Portugal para uma situação pessoal do Cristiano”, concluiu o capitão português.
Questionado sobre o sentimento no balneário, CR7 garantiu que só Martínez teve a palavra: “Não disse nada. Quem falou foi o treinador, não fui eu”. Minutos antes, Nélson Semedo contou uma versão diferente: “Ele falou com o pessoal. Confirmou que foi o último Mundial dele. Todos os portugueses têm de bater palmas ao que ele fez. Foi um pilar para o país e um pilar para Portugal. Eu vou ter a sorte de dizer aos meus netos que joguei com o Cristiano na seleção”.
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Nas derradeiras palavras antes de deixar o palco da “última dança”, Ronaldo considerou que, “no geral”, a equipa portuguesa fez “um bom torneio”. E apontou para a qualidade do adversário: “A única seleção que nos ganhou foi Espanha, que na minha ótica vai ser das seleções que vai chegar mais longe no Mundial. Podia dar para qualquer um”.
Foram os últimos acordes da voz do capitão português no maior palco do futebol. A exibição em Dallas não foi de se tirar o chapéu. Ronaldo “desfrutou”, mas não foi o “pilar” que outrora carregou os sonhos de um país. Deixa o Mundial sem prometer deixar a Seleção. Aguardemos pela cabeça fria de quem já avisou que “depois dos 40” tenta agora “desfrutar o dia a dia”.
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