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Plataforma para corrigir exames nacionais em manutenção devido a problema de segurança. "Não houve ataque" informático, garante Ministério

Plataforma para corrigir exames (e que já apresentou várias falhas) está suspensa até às 15h. Ministério diz que foi detetada "fragilidade", mas já está resolvida. Prazos preocupam professores.

Mariana Marques Tiago
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Agência Lusa
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A plataforma online onde os professores corrigem os exames nacionais do ensino secundário encontra-se esta segunda-feira em manutenção até às 15h. O alerta foi dado pelo movimento Missão Escola Pública e entretanto confirmado pelo Ministério da Educação, que adiantou ser necessário suspender a plataforma por segurança, já que se tinha detetado uma fragilidade no sistema que precisava de ser corrigida.

“A plataforma [onde se corrigem os exames nacionais] está hoje fechada porque foi detetado um risco, que já foi resolvido“, começou por adiantar o ministro da Educação em declarações aos jornalistas no âmbito de uma visita ao local onde estão atualmente guardados os exames nacionais do secundário, num armazém em Mem Martins que pertence à INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda (e onde anteriormente ficava a Editorial do Ministério da Educação).

Questionado se se tratou de um ataque informático à plataforma onde os professores estão a avaliar os exames nacionais, Fernando Alexandre e o secretário de Estado Alexandre Homem Cristo rapidamente esclareceram que se tratou de um “problema de segurança, mas não houve intrusão” na plataforma. “Foi detetada uma fragilidade, mas não houve ataque.”

Segundo o responsável pela pasta da Educação, esta fragilidade “foi sinalizada” e posteriormente “a Deloitte sugeriu suspender temporariamente a plataforma”. Esta consultora está atualmente a apoiar o Ministério da Educação em todo o processo de correção dos exames nacionais, tendo sido contratada após o EduQA (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação) pedir mais recursos.

Em declarações aos jornalistas, Fernando Alexandre adiantou ainda que este era “o maior risco” associado à correção digital dos exames nacionais: a segurança informática de todas as plataformas. O governante acrescentou ainda que todo o processo tem também sido acompanhado, desde o primeiro instante, pelo Gabinete Nacional de Segurança.

“Ao início da manhã de hoje, a plataforma tinha apenas a indicação de que a plataforma estava em manutenção, mas pouco depois já tinha a informação de que iria ficar assim até às 15h. É mais um dia em que os professores não têm acesso às provas”, lamentava a representante da Missão Escola Pública, Cristina Mota, esta manhã.

Entre os professores fala-se que poderá estar a ser instalado um “novo botão para reportar quando não aparecem as folhas de continuação” de resposta dos alunos, disse Cristina Mota. Durante a correção de exames, muitos professores aperceberam-se de que faltavam folhas de resposta dos alunos e nos fóruns alertaram os responsáveis para essa situação.

Sem certezas do que se passa, a porta-voz do movimento Missão Escola Pública diz que os professores estão com “bastantes reservas quanto ao estado em que irão encontrar o portal”. Certo é que há “milhares de professores classificadores com dificuldades em conseguir fazer o seu trabalho”, acrescentou.

Este ano pela primeira vez os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram digitalizados e depois distribuídos pelos professores avaliadores. No entanto, o sistema informático tem apresentado problemas desde o início, com convocatórias erradas de professores até falhas na plataforma que impedem os docentes de corrigir os exames do 11.º e 12.º anos.

No final da semana passada, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) decidiu adiar alguns dias o calendário dos exames nacionais, atrasando a divulgação das notas e os exames da 2.ª fase, mas os problemas persistem e os professores temem que seja preciso desenhar um novo calendário.

Notícia atualizada às 13h50 com declarações de Fernando Alexandre.