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Telescópio Euclides descobre 31 dos mais antigos quasares

Dois dos quasares captados surgiram quando o Universo tinha apenas 5% da sua idade atual, sendo muito difícil observá-los pois a sua luz ténue confunde-se com a das estrelas menos distantes.

Agência Lusa
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O telescópio Euclides descobriu 31 dos mais antigos quasares, incluindo dois que datam quando o Universo tinha apenas 5% da sua idade atual, anunciou esta segunda-feira a Agência Espacial Europeia (ESA), que enviou o engenho para o espaço em 2023.

Um quasar é um núcleo de uma galáxia extremamente luminoso e distante, alimentado por um buraco negro supermassivo no centro da galáxia, sendo considerado o objeto celeste mais brilhante do Universo.

Durante a fase breve da vida da galáxia, grandes quantidades de matéria rodopiam para o buraco negro libertando enormes quantidades de energia.

Dois dos quasares captados pelo telescópio espacial Euclides, os mais antigos alguma vez observados, segundo um comunicado da ESA, emergiram quando o Universo tinha 670 milhões de anos (a idade estimada do Universo é 13,8 mil milhões de anos).

Citada no comunicado, Valeria Pettorino, cientista da missão Euclides, assinalou que quasares como estes são “raras descobertas” e autênticas “máquinas do tempo”, que permitem “explorar o Universo primitivo e compreender como surgiu a primeira geração de galáxias”.

Quasares tão antigos são difíceis de detetar não só porque poucas galáxias tiveram tempo para crescer o suficiente, mas também a sua luz é ténue e facilmente confundida com a de estrelas menos distantes.

Um dos dois quasares mais antigos está inserido numa galáxia cheia de gás e poeira que está a formar novas estrelas.

Os resultados da descoberta são descritos num artigo publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics.

Lançado em julho de 2023, o telescópio espacial Euclides iniciou observações de caráter científico em fevereiro de 2024.

Portugal, Estado-membro da ESA desde 2000, participou no fabrico de componentes do engenho e no planeamento das observações, que serão cerca de 50 mil durante os seis anos de duração da missão.

O telescópio foi desenhado para observar em detalhe, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, milhares de milhões de galáxias, incluindo as mais distantes, sobre as quais a matéria e a energia escuras geram efeitos na sua estrutura, forma, distribuição, movimento e evolução.