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Número de mortos no sismo da Venezuela sobe para 2.954

Dez dias depois do sismo, registam-se 2.954 mortos e 16.592 feridos, mas ONU estima que 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. Governo e oposição lançam plataforma para encontrar desaparecidos.

Agência Lusa
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O número de mortos devido aos terramotos ocorridos no dia 24 de junho na Venezuela aumentou para 2.954, e o número de feridos subiu para 16.592, indicou este sábado o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.

De acordo com o balanço oficial, 6.462 pessoas foram resgatadas e 16.309 ficaram sem casa, pelo que foram criados 80 acampamentos temporários.

O presidente do parlamento, que é também irmão da presidente em exercício, Delcy Rodríguez, indicou na rede social Telegram que se contabilizaram 856 edifícios afetados e 190 desmoronados.

O número de cidadãos portugueses que morreram no duplo sismo subiu este sábado para 93, havendo 80 que tinham também a nacionalidade venezuelana, divulgou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

https://observador.pt/2026/07/04/sobe-para-93-numero-de-portugueses-e-lusodescendentes-mortos-no-sismo-na-venezuela/

Por faixa etária, 17 são crianças e 76 são adultos. Continuam desaparecidos 57 cidadãos portugueses, segundo a mesma fonte.

Atualmente, há 3.281 socorristas internacionais e 26.984 voluntários registados, segundo as autoridades venezuelanas, que disponibilizaram um número de telefone e uma plataforma digital para comunicar desaparecidos, mas ainda não atualizaram o número de pessoas cujo paradeiro é desconhecido.

Até quinta-feira, 25 de junho, um dia após os sismos, havia pelo menos 157 pessoas desaparecidas, de acordo com dados oficiais. Por seu lado, a líder da oposição e Prémio Nobel da Paz María Corina Machado, está a promover um ´site´ desenvolvido por técnicos e pela sociedade civil para que as pessoas possam comunicar o desaparecimento dos seus familiares, refere a agência EFE.

https://observador.pt/2026/07/03/trump-trava-regresso-de-maria-corina-machado-a-caracas/

Até ao momento, a plataforma regista 39.161 pessoas “a localizar”, mas as Nações Unidas estimam que o número de pessoas desaparecidas ronde 50 mil.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Desde a ocorrência dos sismos de grande magnitude foram também registadas 942 réplicas, segundo as autoridades.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela. A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.

https://observador.pt/especiais/como-e-possivel-haver-dois-sismos-superiores-a-7-em-menos-de-um-minuto-os-doublet-sao-raros-mas-acontecem/

Este duplo sismo é o mais mortífero que a Venezuela viveu no último século. Cinquenta e nove anos antes, em julho de 1967, ocorreu nas proximidades de Caracas um sismo que causou a morte de 245 pessoas, feriu milhares e provocou danos materiais muito avultados.

Os recentes sismos afetaram Caracas e outros seis estados do norte do país, dos quais o mais atingido foi La Guaira, uma zona costeira que já tinha vivido uma tragédia devido a um deslizamento de terra em 1999, que causou milhares de mortos.

Este sábado, quando se completam dez dias desde a ocorrência dos sismos, a Venezuela avalia os danos causados às infraestruturas e tenta acelerar os trabalhos de remoção dos escombros, enquanto as probabilidades de resgate de sobreviventes se reduzem ao mínimo. As autoridades decretaram sete dias de luto nacional.