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PS não quer que ministro da Educação "vá embora" mas "resolva os problemas" dos exames

Após adiamento da 2.ª fase dos exames por falhas informáticas, o PS critica o "estado de negação" do ministro da Educação e espera que correção ao calendário "seja a última".

Agência Lusa
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O PS criticou esta sexta-feira “o estado de negação” do ministro da Educação e não quer que Fernando Alexandre “vá embora”, mas “resolva os problemas” sobre os exames nacionais, esperando que a correção ao calendário agora decidida “seja a última”.

“Neste momento não queremos que o senhor ministro vá embora, queremos é que resolva os problemas, deixe de estar distraído. O senhor ministro não pode pensar que os problemas do país são as perguntas da oposição”, disse o deputado Porfírio Silva aos jornalistas, no parlamento, depois de ser conhecido que falhas na avaliação eletrónica dos exames obrigaram a adiar o início da 2.ª fase.

Para o PS, “haverá momentos para avaliar politicamente as responsabilidades de cada um”.

Porfírio Silva espera que “esta correção do calendário seja a última”, seja suficiente e “capaz de blindar o processo” e “tranquilizar os estudantes, as famílias, os professores, porque é disso que o país precisa”.

“O senhor ministro da Educação esteve no parlamento há dois dias em estado de negação, desvalorizando, dizendo que muitos dos problemas que estavam a ser denunciados eram fenómenos das redes sociais, ignorando que todos nós que trabalhamos nesta área falamos com dezenas de diretores, com centenas de professores, permanentemente e sabemos, efetivamente, aquilo que está a acontecer”, criticou.

Segundo o deputado do PS, para Fernando Alexandre “as responsabilidades nunca são dele, as responsabilidades nunca são do Governo”.

A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.

A decisão foi anunciada esta sexta-feira pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), que reconhece “as dificuldades informáticas” do processo de classificação eletrónica dos exames do ensino secundário, admitindo que ainda não está “concluída a distribuição dos itens para classificação” por todos os professores classificadores.