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Saída de imigrantes da Segurança Social dispara, mas contribuições ainda continuam a subir

Custo de vida e aperto nas regras pode explicar inversão da tendência, com estrangeiros a abandonarem a Segurança Social. Mas contribuições continuam a subir, bem acima das prestações que recebem.

Mariana Lima Cunha
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O número de imigrantes que deixaram de estar registados na Segurança Social disparou 66% em relação a 2024. Em 2025, em média, 455 estrangeiros por dia abandonavam o sistema, o que significa que saíam do país ou ficavam em situação ilegal.

Segundo os números revelados esta sexta-feira pelo Expresso, de acordo com o Instituto da Segurança Social, há assim 162.252 estrangeiros que deixaram de estar registados neste período. São sobretudo brasileiros (cerca de 60 mil no ano passado), mas o aumento de saídas é maior, em relação ao ano anterior, entre quem vem do subcontinente indiano.

A explicação, dizem os representantes de comunidades ouvidos pelo jornal, pode residir em vários fatores, das mudanças legais (as condições impostas pela lei de estrangeiros e para obter a nacionalidade estão mais restritas) ao aumento do custo de vida. Ainda assim, o saldo entre entradas e saídas ainda é, por agora, positivo.

Também esta sexta-feira, o Diário de Notícias conta que, ainda assim, a contribuição dos estrangeiros para o sistema da Segurança Social continua a subir, tendo atingido nos quatro primeiros meses deste ano um valor de 1418,77 milhões de euros (mais 161,57 milhões do que no mesmo período do ano passado).

O valor entregue a estrangeiros em prestações e apoios sociais também subiu, mas o saldo entre as contribuições e os apoios continua a ser positivo para o Estado português. O jornal também regista, tal como o Expresso, que apesar disto é a primeira vez que se regista uma inversão na tendência do registo de imigrantes na Segurança Social, confirmando que este baixou entre abril de 2025 e o mesmo mês em 2026.

Entretanto, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social enviou um comunicado às redações em que confirma que a contribuição média por trabalhador estrangeiro para a Segurança Social “subiu 18% nos últimos dois anos”, o que para o Executivo mostra “resultados que traduzem um esforço para uma imigração regulada, que contribua de forma sustentada para o desenvolvimento do país”.

Considerando os últimos dados anuais, as contribuições de trabalhadores estrangeiros para a Segurança Social aumentaram 18% entre 2024 e 2025, regista o Ministério.

A nota fala também num saldo migratório positivo — com mais 45 mil estrangeiros a contribuir para a Segurança Social no final de 2025 em relação ao final do ano anterior –, o que não contraria o movimento de maiores saídas que o Expresso registava, uma vez que as entradas são, pelo menos até ver, superiores.