A mensagem pré-jogo foi de prontidão. Afinal, estava a começar uma espécie de segundo Campeonato do Mundo, que Portugal começou por aproveitar bastante bem. Na vitória sofrida frente à Croácia, Roberto Martínez voltou a apostar em João Neves e Rafael Leão no onze inicial, juntou Gonçalo Ramos a Cristiano Ronaldo numa fase precoce da segunda partida, retirou o capitão depois do empate e colheu os frutos no fim, quando o agora avançado do AC Milan sentenciou a partida com um cabeceamento.
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“Disse [à equipa] que estávamos todos prontos. Os três jogos foram exigentes, mas o Mundial começava hoje [quinta-feira] e o foco era jogar com intensidade, com orgulho, coração e representar a camisola de Portugal. Fizemos isso. Tivemos personalidade. Sofremos um golo e continuámos. É uma equipa muito especial e hoje era muito especial pelo pai do Ricardo Carvalho, pelo Diogo Jota e pelo André [Silva]. O que vai cá dentro? Satisfação e orgulho. Temos de começar a recuperar porque o próximo jogo é muito cedo”, disse o selecionador logo a seguir ao jogo, à flash-interview da FIFA.
Uns minutos mais tarde, já no interior do BMO Field, Martínez explicou que o futebol é sofrimento, “é ter personalidade”. “Começámos muito bem, com muita intensidade sem bola. Com bola tivemos muita qualidade e impedimos totalmente a Croácia de criar perigo. Na segunda parte a Croácia teve qualidade para chegar e marcar. A reação é um aspeto de cabeça, de coração, de querer e de arriscar. Foi isso que ganhou o jogo. O grupo está muito focado e comprometido com a camisola de Portugal. Como selecionador sinto um orgulho enorme. Substituições? Pensamos sempre nos perfis dos jogadores. Estávamos a perder o controlo do jogo. Temos jogadores como o Chico [Conceição] e o Gonçalo Ramos que atacam de forma diferente. É isso que precisamos de utilizar”, assumiu à SIC.
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“Somos uma equipa que, desde o Euro-2024, abriu muito as posições. No Europeu o banco não conseguia acrescentar. Ganhar a Liga das Nações mostrou que temos de ter diferentes perfis. Temos jogadores preparados e que podem acrescentar durante o jogo e contra diferentes adversários. Somos uma equipa que precisa de defender com bola. Temos de afinar e melhorar no próximo jogo, mas o importante é ganhar e mostrar que a equipa esteve muito focada até ao fim. Somos muito autocríticos e temos humildade no balneário para melhorar os aspetos que temos de melhorar. Ramos? É muito importante para nós. Há jogos em que é preciso. Há jogos em que os trincos ajudam os centrais… ter mais um ponta de lança ajuda. Todos os jogos são diferentes. O importante é que os jogadores estejam focados em ajudar a equipa”, concluiu Roberto Martínez.
Depois, à LiveModeTV, o técnico espanhol explicou a substituição de Cristiano Ronaldo. “As decisões são importantes para ajudar a equipa. O Cristiano é o nosso capitão e acho que não há outro jogador no Mundial que, naquele momento, consiga bater o penálti como ele fez. Depois arriscámos muito e era o momento em que precisávamos de fechar o meio-campo da Croácia e fazer substituições. Temos muitos perfis neste balneário”, revelou o selecionador.
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Por fim, na sala de imprensa em Toronto, Roberto Martínez falou sobre Diogo Jota. “Jogar contra a Croácia, a última equipa a que o Diogo Jota marcou pela Seleção, e ganhar por 2-1… o 21 de Diogo Jota. São muitos sinais. São sinais muito bonitos de uma força e energia daquilo que o Diogo Jota era na Seleção. Temos uma responsabilidade pelo Diogo, de continuarmos a mostrar os valores de equipa que tivemos. É a nossa luz no Mundial. Diogo Costa? Esteve como o vimos contra a Colômbia. Nos dois primeiros jogos não teve muita ação, mas está preparado. É o capitão do seu clube. Espanha? Não sei como articular isto, mas é diferente de jogar contra uma equipa europeia, uma equipa à qual já estamos habituados. Já conhecemos muito bem a Espanha e eles também já nos conhecem. Será um jogo fantástico. Será um jogo europeu dentro do Mundial, com duas equipas que querem a bola e que vão procurar a baliza rapidamente. Vai ser um grande jogo. Se formos a ver todos os jogos dos 16 avos de final, tirando França, que eu acho que foi muito superior, todos os outros jogos foram definidos por detalhes. Acredito que vai ser muito assim”, perspetivou.