Portugal venceu a Croácia e apurou-se para os oitavos de final do Mundial 2026, mas a exibição da Seleção Nacional esteve longe de ser brilhante. E logo a começar por Cristiano Ronaldo, que marcou pela primeira vez na fase a eliminar de um Campeonato do Mundo, mas só tocou uma vez na bola dentro da grande área e foi para converter a grande penalidade.
O triunfo português pode ser explicado a partir dos números e muito através de Gonçalo Ramos, que continua a manter um registo impressionante no Campeonato do Mundo e mantém-se numa lista que só integra Pepe, Nuno Gomes e Raphael Guerreiro.
https://observador.pt/2026/07/03/se-precisarem-de-um-golo-nos-ultimos-minutos-podem-chamar-goncalo-deu-a-resposta-a-pergunta-que-martinez-evitou/
41. Cristiano Ronaldo é o mais velho de sempre a jogar na fase a eliminar de um Mundial
Só por estar em campo, Cristiano Ronaldo já estava a quebrar mais um recorde. Aos 41 anos, o capitão da Seleção Nacional tornou-se o mais velho de sempre a disputar um jogo a eliminar num Campeonato do Mundo. Entre Europeus e Mundiais, o avançado português leva agora um total de 56 jogos em fases finais de competições de seleções — mais do que qualquer outro jogador de campo europeu, sendo que o segundo nesta lista, Luka Modric e com 39, também estava em campo em Toronto.
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1. Cristiano Ronaldo nunca tinha marcado na fase a eliminar do Campeonato do Mundo
Apesar dos tais 56 jogos em Europeus e Mundiais, só esta quinta-feira é que Cristiano Ronaldo conseguiu atingir um patamar: marcar em jogos a eliminar num Campeonato do Mundo. O golo que o capitão da Seleção Nacional apontou à Croácia em Toronto foi mesmo o primeiro da carreira em Mundiais que não aconteceu ainda na fase de grupos, com o avançado a tornar-se também e logicamente o jogador mais velho de sempre a disputar um jogo a eliminar na maior competição de seleções do mundo.
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1. Cristiano Ronaldo só tocou uma vez na bola dentro de área — e foi para marcar o penálti
Contudo, nem tudo foram rosas na exibição de Cristiano Ronaldo. O avançado foi substituído já perto do fim, com Roberto Martínez a retirá-lo de campo pela primeira vez no Mundial 2026 para recuperar com a entrada de Rúben Neves um meio-campo destruído, e despediu-se do relvado com uma estatística que acaba por ser o espelho do que fez em Toronto: o único toque na bola que deu dentro da grande área da Croácia foi mesmo o remate da grande penalidade que converteu, já que na outra ocasião em que aconteceu o lance acabou por ser anulado por fora de jogo.
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5. As ocasiões flagrantes criadas por Portugal
Portugal criou cinco ocasiões flagrantes contra a Croácia, sendo que quatro aconteceram e foram desperdiçadas ainda na primeira parte e só a quinta apareceu na segunda. Apesar de o dado espelhar uma clara falta de eficácia da Seleção Nacional, também sublinha uma clara diferença de assertividade face à fase de grupos: no conjunto dos três jogos anteriores, contra RD Congo, Uzbequistão e Colômbia, Portugal criou apenas nove ocasiões flagrantes.
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4. As tendências de passe que envolvem os centrais
A assertividade cresceu, a objetividade melhorou, a verticalidade continua a escassear. Dentro das cinco maiores tendências de passe da Seleção Nacional contra a Croácia, quatro envolvem um defesa-central. Só a conexão entre Nuno Mendes e Rafael Leão na esquerda acaba por quebrar a ideia clara de que grande parte do jogo de Portugal passa por Rúben Dias, Renato Veiga e Vitinha, numa zona demasiado recuada do terreno e que dificilmente permite acesso aos espaços que encontram finalizações.
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4. Os jogadores portugueses que marcaram todos os golos em Mundiais na fase a eliminar
Um dado apenas e só curioso, mas que celebra os momentos decisivos. Ao marcar contra a Croácia nos 16 avos de final e chegar aos quatro golos em Campeonatos do Mundo depois do hat-trick contra a Suíça nos oitavos de final do Qatar, Gonçalo Ramos mantém-se num lote super restrito da história da Seleção Nacional: é um de quatro jogadores portugueses que marcaram todos os seus golos em Mundiais em jogos a eliminar. Pepe (oitavos de final do Mundial 2018 e oitavos de final do Mundial 2022), Nuno Gomes (3.º e 4.º lugares do Mundial 2006) e Raphael Guerreiro (oitavos de final do Mundial 2022) completam a lista.
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37. Os minutos de que Gonçalo Ramos precisa para marcar ou assistir no Mundial
Muito à boleia dos três golos que marcou à Suíça nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de há quatro anos, Gonçalo Ramos continua a alcançar números impressionantes no Campeonato do Mundo. O avançado tem um golo ou uma assistência a cada 37 minutos na competição, no que já é o melhor registo de um jogador português que tenha cinco ou mais contribuições para golo na prova. Em resumo, é mais eficaz do que Eusébio (54 minutos), José Torres (90 minutos), José Augusto (108 minutos), Bruno Fernandes (130 minutos), Pedro Pauleta (136 minutos) e ainda Cristiano Ronaldo (163 minutos).
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