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Rússia bombardeia Kiev com mísseis e drones e faz pelo menos 18 mortos e mais de 80 feridos

Várias vagas de mísseis e drones bombardearam Kiev e outras cidades ucranianas, durante esta madrugada, horas depois de Zelensky avisar que a Rússia estava a preparar um grande ataque na Ucrânia.

Edgar Caetano
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Volodymyr Zelensky tinha avisado e, esta madrugada, confirmou-se: a Rússia lançou um grande ataque aéreo com mísseis e drones que atingiu Kiev e outras cidades ucranianas. Há pelo menos 18 mortos civis e mais de 80 feridos, segundo a imprensa ucraniana.

Entre os feridos estão duas crianças, segundo a informação transmitida pela administração militar de Kiev e, também, pelo presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.

É o “mais grave” ataque que a Rússia fez na Ucrânia, segundo este responsável, que garante que há danos em todas as zonas da cidade”. Klitschko diz que foi “uma noite terrível” para a cidade.

A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones de longo alcance durante o ataque, a maioria dos quais tinha como alvo Kiev. Quarenta e oito mísseis e 476 drones foram abatidos ou neutralizados, mas 25 mísseis balísticos e 12 drones atingiram 33 locais.

O ataque destruiu edifícios residenciais, danificou um hotel no centro de Kiev e incendiou edifícios de vários andares. Às 7h da manhã, hora local, tinham sido registados danos e destruição em mais de 30 locais em todos os distritos de Kiev, como resultado do ataque, segundo o The Kyiv Independent.

“O inimigo está mais uma vez a atacar zonas residenciais e a matar civis. Temos uma destruição muito grave e um número significativo de vítimas, incluindo crianças“, disse Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar da cidade de Kiev.

Kiev decreta dia de luto após um dos ataques russos mais mortíferos

O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, decretou sexta-feira como dia de luto na capital ucraniana, na sequência do ataque aéreo russo que atingiu a cidade durante a madrugada e provocou várias vítimas mortais e elevados danos materiais.

Segundo Klitschko, os bombardeamentos causaram estragos em todos os distritos da capital, onde vivem cerca de três milhões de pessoas, deixando vários edifícios parcialmente destruídos.

Durante o ataque, milhares de habitantes procuraram refúgio em abrigos antiaéreos e nas estações do metro de Kiev. De acordo com as autoridades ucranianas, este foi o segundo ataque russo mais mortífero contra a capital desde o início do ano.

Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia, escreve na rede social X que a Rússia lançou mais de 70 mísseis, metade dos quais balísticos, durante a última madrugada. Além dos mais de 70 mísseis, foram lançados “quase 500 drones de ataque”, incluindo muitos drones Shahed (de fabrico iraniano).

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“Quanto mais Moscovo ataca civis, mais sanções têm de ser impostas”, contrapôs Kaja Kallas, a chefe da diplomacia da União Europeia numa mensagem publicada na rede social X.

A responsável salienta que “palavras de condenação, por si só, não vão fazer interromper os ataques em Kiev. Apenas um apoio militar contínuo e pressão adicional sobre Moscovo tornará isso possível”.

Já 0 Governo alemão condenou o ataque russo contra Kiev, acusando Moscovo de atacar civis ucranianos durante a noite. “Pessoas foram mortas ou feridas enquanto dormiam, casas foram destruídas e infraestruturas civis, como uma instalação médica, foram gravemente danificadas”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.

Berlim diz que as “imagens chocantes” que chegam de Kiev mostram que a Rússia “continua a sua guerra de agressão ilegal contra a Ucrânia” de forma “brutal”.

“Putin não mostra vontade de negociar”, diz ainda o comunicado. “Ele continua a depender do terror dos mísseis e dos drones contra a população, enquanto a Rússia sofre enormes perdas nas linhas da frente na sua agressão contra a Ucrânia.”

Por isso, a Alemanha diz que vai “aumentar a pressão sobre a Rússia” e continuar a apoiar Kiev, tema que estará no centro da agenda da cimeira da NATO da próxima semana.