O defesa central Alessandro Bastoni, jogador do Inter de Milão e internacional pela Itália, está a ser investigado pelo Ministério Público italiano por alegadamente ter solicitado prostituição de menores, podendo enfrentar uma pena de até seis anos de prisão. A defesa do futebolista nega todas as acusações.
De acordo com o The Guardian, os factos remontam a 2020, quando o atleta terá tido relações sexuais com uma jovem de 17 anos recrutada por uma empresa que organizava eventos de luxo e jantares para VIPs em Milão.
A lei italiana prevê que, para os crimes de atos sexuais com menores com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos em troca de dinheiro ou de qualquer outro benefício, as penas de prisão vão de um a seis anos.
O Ministério Público italiano envolveu Bastoni numa investigação que estava a conduzir a esta agência, que organizava noites com “tudo incluído”, disponibilizando apartamentos privados aos seus clientes onde estes poderiam ter relações sexuais com mulheres contratadas.
No processo dos procuradores consta que o defesa central de 27 anos foi apanhado em escutas telefónicas intercetadas em 2020 a manifestar a “intenção de ter relações sexuais imediatamente após jantar num apartamento em Cinisello Balsamo”.
Já numa troca de mensagens obtida pelos investigadores, um dos representantes desta agência terá escrito a Bastoni: “Acho que a menor quer dormir contigo. Acho que ela quer divertir-se um pouco”. Ao que este alegadamente respondeu: “Há algum sítio onde nos possamos esconder por lá?”. O seu contacto nesta agência terá então prometido que ia arranjar uma solução, mas que “na pior das hipóteses, podes levá-la para casa”.
A jovem em causa, escreve o The Guardian, foi arrolada ao processo na qualidade de testemunha, tendo sido interrogada nos últimos dias. O MP italiano suspeita que tenha sido induzida pela agência a atos de prostituição na noite de 11 de julho de 2020. Esta confirmou ter estado na casa de Bastoni, mas negou ter tido relações sexuais com o futebolista.
A representação legal de Bastoni já reagiu. “Posso excluir que o meu cliente alguma vez tenha pago por sexo, muito menos que tenha mantido relações sexuais com menores”, afirmou Salvatore Scuto, advogado do atleta.