“Isto é único. Ainda não consegui ter palavras para explicar o momento”. É com um sorriso no rosto e um olhar orgulhoso que Mauro Eustáquio descreve o golo do irmão, Stephen: “Eu sei o quanto o meu irmão se preparou para este tipo de momentos. Ele merece, tem muito mérito e estou muito feliz”.
Mauro nasceu na Nazaré e emigrou ainda criança para o Canadá. Foi na América do Norte que viu nascer o irmão, Stephen – o novo herói nacional do Canadá. Nas ruas de Toronto, não se fala de outra coisa. A seleção do Canadá está pela primeira vez na fase a eliminar do Mundial e já se apurou para os oitavos, com um golo de Stephen Eustáquio nos minutos finais do duelo com a África do Sul. Um golo para a história que carregou meses de luta do médio que combateu diariamente para estar em condições de jogar o Campeonato do Mundo.

Em janeiro, Stephen Eustáquio deixou o FC Porto e mudou-se para Los Angeles. Procurou mais minutos de jogo no Los Angeles Football Club (LAFC), na liga norte-americana, a MLS. Conseguiu o que queria e chegou em forma à seleção do Canadá. Na bagagem, carrega também a perda dos pais num curto espaço de tempo. A mãe, Esmeralda, faleceu em abril de 2023, vítima de cancro. Stephen recebeu a notícia durante o intervalo de um jogo do FC Porto frente ao Santa Clara. O pai, Armando, morreu em maio de 2024 aos 56 anos, pouco depois de ver nascer a neta, filha de Stephen.
Depois do jogo com a África do Sul, emocionado, Stephen Eustáquio só pensou nos que o rodeiam: “Tudo o que eu faço é pela minha família, pelos meus pais, pela minha namorada, pela minha filha, pelo meu irmão. E pelos meus amigos que ficaram no país”.
Mauro Eustáquio, ouviu o irmão na televisão: “É um sentimento inexplicável. Nós sabemos o que passamos. Sofremos bastante juntos. Ele está muito bem apoiado pela mulher e agora com a filha. A vida às vezes dá-nos umas voltas, mas há que ter força para sair por cima”. Ao Observador, fala na importância da relação forte que mantém e não esconde o orgulho que tem no irmão por ser um pilar no “núcleo de uma família muito forte”. No momento em que viu Stephen a falar depois do jogo, partilhou o sentimento: “É um acumular de muita emoção. Ir a dois Mundiais e não poder levar a família, neste caso os meus pais, é uma coisa muito difícil, mas são momentos como este que vemos que tudo faz sentido e tem um plano.”
Nas ruas de Toronto, ecoa o nome Eustáquio. O Observador conversou com Mauro, o irmão, e com José Maria, primo de Stephen. Ambos carregam o apelido do capitão da seleção do Canadá, partilham portugalidade e demonstram orgulho no novo herói do futebol canadiano
Canadá-Nazaré-Mundial, “entre muitas boas memórias”
Para compreender a força de Stephen nos grandes palcos do futebol, é preciso recuar à década de 1970 e à vila de Leamington, a 380 quilómetros de Toronto. Foi aí que uma grande comunidade de nazarenos se estabeleceu, incluindo Armando e Esmeralda, pais de Mauro e depois de Stephen. José Maria Eustáquio, primo direito de Armando, recorda os tempos de dureza operária: “Os homens andavam no mar e as mulheres trabalhavam nas fábricas. A Esmeralda trabalhava numa fábrica e o Armando andava no mar”.
Mauro nasceu ainda na Nazaré, mas Stephen nasceu no Canadá, depois de os pais emigrarem para a região de Toronto. Passavam a vida a jogar futebol, conta Mauro.
– O futebol esteve sempre presente. Obviamente os meus pais eram portugueses. O meu pai jogou, não jogou profissional, mas jogou em Portugal também, jogou futsal na altura. Vivemos dez anos aqui no Canadá, o futebol não era muito grande, não havia muitas equipas profissionais. Acho que no país todo, talvez, nessa altura, tinha uma ou duas equipas boas. Mas o futebol sempre esteve muito presente na nossa vida. O meu pai era o nosso treinador. Nós treinávamos e jogávamos nas escolinhas do clube local. E a verdade é que ele sempre nos deu uma bola, sempre foi connosco para os campos e, na televisão, estava sempre a dar futebol. Por isso, o futebol sempre foi uma coisa muito presente.
– E em Portugal isso continuou, certo?
– Claro. Obviamente que com a nossa mudança para Portugal isso aumentou. Em Portugal, o futebol é uma religião, é uma cultura. A bola está sempre connosco e isso deu-nos a possibilidade de continuarmos a alimentar o nosso sonho, que era ser jogadores profissionais de futebol e felizmente conseguimos os dois.
Foi nos Nazarenos que Mauro e Stephen Eustáquio nasceram para o futebol. “É o nosso clube da terra, um clube com o qual temos muita conexão ainda hoje, um clube histórico na zona”, explica Mauro, enquanto recorda a juventude. Ao Observador, conta que sempre foram bem tratados no Nazarenos, mas tinham ambição de chegar mais longe: “Queríamos dar um passo em frente. Fomos até à União de Leiria e a partir daí continuámos a subir.

Mauro é três anos mais velho que Stephen, mas teve a felicidade de jogar com irmão. “Aconteceu três ou quatro meses nos seniores, antes de eu vir para a América do Norte. Há muito boas memórias”. Sobre o irmão, fala de um jogador que desde jovem se destacou pela força de vontade.
– Diferenciava-se. Era um jogador muito competitivo, muito cerebral, um jogador que pensava muito bem o jogo, mas a verdade é que tinha algumas dificuldades a nível físico. O meu irmão sempre foi um jogador muito franzinho, sempre foi um dos mais pequenitos e teve dificuldade.
– Isso foi um problema ainda na juventude?
– As camadas jovens não diria que foi tudo um mar de rosas. Ele até passou por muitas dificuldades, mas nunca baixou os braços. E acho que isso é que demonstra as verdadeiras qualidades do Stephen. Ele é um jogador que por onde passou sempre lutou para jogar, sempre esteve em bons clubes a mostrar o seu valor, mas sempre foi um jogador de vontade, esforço, dedicação e sacrifício. O futebol tratou-o bem, mas no início foi difícil, não jogava muito. Mas com o tempo, com dedicação e esforço, foi subindo e está onde está hoje muito devido a ele.
Stephen Eustáquio nem sempre representou a seleção do Canadá. Entre 2017 e 2018 passou pelos Sub-21 de Portugal e chegou a disputar partidas de qualificação para o Campeonato Europeu de Sub-21 pela Seleção. Realizou sete jogos. Jogou com vários jogadores que agora estão na Seleção Nacional, como Diogo Costa, João Félix, Rúben Dias, Diogo Dalot, Rafael Leão e Diogo Jota. Mas, para Stephen, quando chegou o momento de escolher, a decisão foi fácil.
– Quando teve a altura de decidir se queria continuar por Portugal ou pelo Canadá, o coração falou mais alto e foi para o país que o viu crescer.
– Para ele foi fácil essa escolha?
– Foi uma decisão muito pensada, mas já sentia que ele queria fazer parte do Canadá, que queria dar alguma coisa ao país que o viu nascer. O Stephen é muito isso: uma pessoa de estar num projeto de corpo e alma. Ele viu no Canadá uma oportunidade de fazer coisas boas e tem mostrado isso.

A escolha acabou por dar frutos. A seleção do Canadá está a viver o melhor momento de sempre. Os canadianos só tinham participado no Mundial de 1986, mas nesta década já levam duas participações. Em 2022, já com Eustáquio, ficaram pela fase de grupos no Mundial do Qatar. Agora, a jogar parcialmente em casa (o facto de acabar em segundo do grupo levou a equipa para os EUA), o Canadá está pela primeira vez na fase a eliminar e já carimbou a presença nos oitavos. José Maria Eustáquio, presidente da Aliança portuguesa de clubes e associações de Ontário, e primo de Stephen, não consegue esconder o orgulho.
– Primeiro temos de perceber a história do Stephen: o facto de os pais terem optado por deixar a sua vida económica aqui [no Canadá], para dar a oportunidade ao sonho que os dois filhos tinham, ao voltar para Portugal. A mãe lutou muito para estar sempre ao lado e apoiar os dois filhos. É uma história lindíssima e, como um filme de Hollywood, acaba com o golo do Stephen. O Stephen é uma pessoa perfeita, um rapaz humilde que sempre luta por tudo e, à frente de tudo, está o amor que ele tem pela família. O Canadá ganhou no momento em que o Stephen decidiu jogar por aquela camisola. O que aconteceu ontem [domingo], o golo dele, é em representação daquilo que a Esmeralda e o Armando representam.
– Este é um momento de orgulho para si?
– Eu sou Eustáquio, obviamente que sim. Ser emigrante não é uma vida fácil, mas estes momentos dão alegria. Nós nazarenos adoramos a nossa terra e adoramos ver um nazareno subir mais uma montanha. O Stephen confirmou ontem que ainda temos muitas montanhas para subir.
– Como é que ficou no momento do golo?
– Além do momento de silêncio, em reflexão por aquilo que a família tinha passado… Percebi, ao olhar para os olhos dele no fim do jogo, a emoção, quase lágrimas. Quando ele foi entrevistado, reconfirmou que, no meio disto tudo, a coisa mais importante é a família. Sem família nós não temos nada. Mesmo nos momentos mais graves e complicados, o Stephen conseguiu. É o espírito de família que permite ter uma vitória à nossa frente.
– Falou com ele?
– Fizemos um share de mensagens. Ele sabe que estou super orgulhoso pelo que ele representa. Ele é muito boa pessoa.
Mauro também não esconde o orgulho ao recordar o momento em que o irmão entrou para a história do futebol canadiano. Stephen Eustáquio, aos 90+1’ do jogo dos 16 avos do Campeonato do Mundo, marcou o golo da vitória por 1-0 frente à África do Sul. Viu à distância as lágrimas do irmão. Mauro é agora treinador de futebol, lidera o Inter Toronto FC, da Canadian Premier League, uma liga que continua a ter jogos nesta altura, apesar de o campeonato do mundo estar em andamento. Entre treinos e jogos, Mauro Eustáquio tira tempo para ver a seleção do Canadá e sente as vitórias como se estivesse em campo.
– Ainda não consegui ter palavras para explicar o momento. Acho que é um momento único, um momento muito forte. Não só pela conexão, obviamente, que tenho com o meu irmão, mas pela importância do golo, pela importância da vitória num país onde o futebol não é o primeiro desporto. E isso é uma coisa em que eu tenho estado envolvido já há muitos anos, mesmo como jogador e como treinador. Viver este momento como uma pessoa do futebol, acho que é um sentimento único e, obviamente, tenho esse lado emocional também de o golo ter sido feito pelo meu irmão.
– Já falaram desde o golo, acredito. O que é que falaram?
– Falámos logo depois do jogo. Ele, por acaso, até estava no balneário. É uma emoção muito grande. Obviamente, a primeira coisa que me disse foi que estava exausto, estava muito cansado, mas estava feliz. Ele sabia a importância deste jogo e o que é que significava para a seleção, para o projeto e para o trajeto todo que eles têm tido nos últimos dois anos e sabia que era muito importante este passo em frente, este carimbar de dizer que queremos ser um país de futebol e a seleção está a ter uma influência muito grande nisso. Por isso estava muito feliz, estava mesmo muito feliz com a vitória. Falámos muito pouco do golo.
– É o Mauro que circula pela ruas de Toronto depois deste golo do Stephen. Como tem sido? Como é que foi este dia? Acredito que toda a gente venha a falar consigo, a agradecer também tudo isto.
– Tenho tido algumas pessoas a perguntar, mas é como digo, acho que não tenho parte nisto. Isto é tudo dele. Isto é tudo deles. Eu também sei o quanto o meu irmão se preparou para este tipo de momentos. Obviamente que nesta última época no FC Porto [ele] não andava a jogar e fez tudo para ter minutos, para ter carga, para se apresentar ao melhor nível no Mundial e ajudar a seleção. Por isso, já é um trabalho de há muitos meses e é um trabalho de muito sacrifício, e a verdade é que teve de vir para a América do Norte, teve de ir para os Estados Unidos, longe da família, para estar bem para esta montra. É tudo sobre ele e merece o mérito que tem. Estou mesmo muito feliz.
– Sente que o seu irmão é um herói nacional por causa do golo?
– O Stephen hoje simboliza um crescimento enorme. É, juntamente com o Alphonso Davies, a cara de muita coisa. É um pioneiro. Hoje os meninos e meninas canadianos já podem dizer que o seu jogador favorito é um canadiano. Isso significa bastante. É um herói nacional, não tenho dúvidas. Este golo talvez seja o mais histórico do futebol canadiano.

Mauro Eustáquio é treinador de futebol desde 2021. Deixou de jogar aos 28 anos. Terminou a carreira no Caldas, depois de acumular passagens pelo União de Leiria, o Pombal e o Nazarenos. Jogou também no Canadá, vestiu a camisola dos Ottawa Fury, do FC Edmonton e do Cavalry FC. No currículo tem também uma época nos EUA, ao serviço do Penn FC, da ULS.
Agora é o treinador principal dos Inter Toronto e está em quinto lugar na Canadian Premier League de 2026, uma liga com oito equipas. Foi neste clube que Mauro começou a carreira de treinador, ainda como adjunto, mas, antes de chegar ao cargo de treinador principal, trabalhou por uns meses na Federação de Futebol do Canadá. Foi treinador-adjunto da seleção principal e foi aí que reencontrou o irmão no balneário.
– Quando tive a oportunidade de estar na seleção nacional do Canadá como adjunto, treinei-o durante um estágio. Ele ainda tem muitos anos naquelas pernas para jogar e eu agora estou numa posição boa. Talvez, quem sabe, ainda o possa treinar num clube.
– Como foi esse periodo na seleção quando era adjunto? Como era no balneário a relação entre irmãos?
– Não tínhamos muito contacto. Desde o primeiro dia de estágio falamos ali um pouco, mas a partir daí foi trabalho. Falámos no fim, obviamente, mas foi um contacto normal. Para mim foi uma situação especial. Naquele estágio, o Canadá ganhou aos Estados Unidos em território americano após 25 ou 26 anos e empatámos com o México no Texas. Poder ver o meu irmão no campo e eu ali no banco foi algo que nunca mais vou esquecer.
– Foi o Mauro que lhe disse que ia ser adjunto ou ele soube pela imprensa?
– As coisas foram acontecendo naturalmente. O Jessie [Marsch], selecionador do Canadá, falou com o meu irmão, explicou-lhe a situação. Quando aceitei, obviamente falámos sobre isso. Sempre tivemos uma relação muito profissional em relação ao futebol. Foi um momento muito bonito.
– Conheceu esse balneário por dentro. Como é o Stephen no balneário? É de facto um dos líderes?
– É um líder nato. É muito profissional, muito dedicado naquilo que faz. Ver o rigor que ele tem em casa e depois poder partilhar o balneário com ele só me deu ainda mais certezas de que tudo o que tem conquistado é devido ao seu esforço, disciplina e sacrifício. É alguém que não baixa os braços à luta e ver isso de perto significou bastante.
Agora, com Stephen Eustáquio a brilhar com as cores do Canadá, Mauro sonha com a continuação de uma jornada histórica. Este já é o melhor Mundial de sempre da seleção canadiana. O jogo frente à África do Sul provou o crescimento de uma federação que tem promovido o trabalho nas camadas jovens, mas agora há um duelo complicado com Marrocos – que eliminou os Países Baixos nas grandes penalidades. Mauro Eustáquio reconhece que o desafio será dificil, mas confia na capacidade da equipa.
– Eles estão felizes. Obviamente que isto é uma equipa do povo. É isso que dizemos aqui. Ali há muito jogador novo, há muito jogador que saiu do Canadá para fazer vida, para ser profissional. E a verdade é que o grupo é muito unido. O treinador fez um excelente trabalho também de unir as tropas, adicionou umas boas peças e obviamente estão todos muito felizes.
– Onde pode chegar esta seleção do Canadá?
– O adepto canadiano hoje já é ambicioso. Se o Mundial acabasse hoje para nós, já era histórico: os primeiros pontos, passámos de fase… A união daquele balneário é muito difícil de quebrar. Marcar um golo nos minutos finais traz muita força e garra. Acredito que o Canadá tem condições para ganhar a qualquer equipa, seja Marrocos ou Holanda [os Países Baixos acabaram por ser eliminados por Marrocos].
– Que trabalho está a ser feito pela Federação para conseguir este resultado?
– É um trabalho feito muito com a nossa liga e com os clubes na MLS. Começou com o investimento nos treinadores. Hoje ser treinador já é um emprego profissional, o que não existia há 10 anos. Depois houve estruturas implementadas para o futebol de formação. Finalmente, hoje estamos a recolher os frutos. O Canadá tem a vantagem de ter muitos canadianos com sangue de outros países – luso-canadianos, italianos, colombianos. Essa variedade é muito benéfica para o futuro.
– E o Mauro apoia quem: Canadá ou Portugal?
– Canadá. Tem de ser o Canadá. Neste momento tenho a emoção, família é família, e estou a apoiar o Canadá.
– E se houver um Canadá-Portugal nas meias-finais?
– Será sempre um jogo difícil de ver, mas o lado emocional é muito forte. Gostava de ter essa dor de cabeça. Esperemos que continuem este sonho.
Na mesa ao lado, José Maria Eustáquio ri-se. É mais velho. É primo direito de Armando, o pai de Stephen e Mauro Eustáquio. Não vê o futebol da mesma forma. Para ele, só se pode apoiar Portugal, porque foi o país onde cresceu e é a comunidade que representa.

José Maria é um dos rostos da vitalidade da comunidade lusófona em Toronto. Lidera a Aliança portuguesa de clubes e associações de Ontário e é ele quem organiza as festividades do Dia de Portugal em Toronto. Conhece quase toda a gente que fala português nesta cidade. Numa análise ao Mundial, deixa a família de lado.
– A vitória do Canadá já está feita. O que é preciso agora é Portugal ir mais longe. Eu sou português primeiro, não sou canadiano, apesar de estar cá há 52 anos. Tenho fé que Portugal vai longe e espero que sinta este movimento de solidariedade que temos aqui em Toronto.
– Ficou contente por Portugal ter ficado em segundo [no grupo], só pela possibilidade de vir aqui a Toronto?
– Não, pelo contrário. Eu sempre achei que Portugal devia acabar em primeiro lugar no grupo. Mas, para a comunidade portuguesa, é um momento único. Agora a nossa responsabilidade é dar apoio e vontade para eles ganharem e saírem de Toronto com uma grande vitória.
– Toronto é capaz de dar um embalo a esta seleção?
– Pode fazer a diferença. Esta comunidade é muito unida, muito um laboratório daquilo que é ser português. Faço um apelo a todos os portugueses e àqueles que gostariam de ser portugueses – porque hoje é mais “sexy” ser português – que apareçam na quinta-feira para dar amor e força à nossa seleção.