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(A) :: No banco ou no onze, já faltam palavras para quem insiste em escrever a história (a crónica do Jordânia-Argentina)

No banco ou no onze, já faltam palavras para quem insiste em escrever a história (a crónica do Jordânia-Argentina)

Lionel Messi foi poupado e começou no banco, mas só precisou de alguns minutos para carimbar a vitória da Argentina contra a Jordânia e voltar a marcar para alargar o próprio recorde (1-3).

Mariana Fernandes
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O que Lionel Messi tem feito no Mundial 2026 tem sido particularmente especial. Aos 39 anos, o agora jogador do Inter Miami entrava para a última jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo com cinco golos marcados, todos os que a Argentina tinha na competição, e mais um recorde no bolso. Mas nem isso o impedia de ficar no banco quando a equipa não precisava assim tanto dele.

Na madrugada deste domingo, em Dallas, a Argentina defrontava a Jordânia já com o apuramento para os 16 avos de final garantido — e apenas com o objetivo de carimbar três vitórias em três jornadas, algo que só México e França tinham feito até aqui, já que Argélia e Áustria iriam disputar o segundo lugar noutras paragens. Uma margem de erro que, mais uma vez, fazia com que fosse possível deixar Lionel Messi a descansar no banco.

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“Falei com ele, é a melhor decisão, para que os seus colegas possam jogar e para que ele possa entrar por uns minutos, o que não lhe faz mal a ele nem ao resto da equipa. Já veremos quantos minutos joga. Os rapazes que vão jogar amanhã merecem-no. Fazem parte da convocatória e dos nossos processos. Assim que posso dar-lhes minutos, dou. Não só porque não jogam, mas porque merecem. Quero que a equipa jogue da mesma maneira, com nomes diferentes”, disse Lionel Scaloni, selecionador argentino.

Assim, e tal como o próprio treinador tinha antecipado, Lionel Messi começava mesmo no banco, com Julián Alvarez a fazer dupla com Lautaro no ataque e os jovens Giovani Lo Celso e Nico Paz a surgirem nos corredores, sendo que Nico Otamendi era também titular no eixo defensivo e ao lado de Marcos Senesi. Do outro lado, destacava-se Ali Olwan, avançado de apenas 26 anos que já tinha marcado neste Campeonato do Mundo.

Os argentinos abriram o marcador ainda dentro dos 20 minutos iniciais, com Giovani Lo Celso a converter um livre direto descaído na direita (19′). Pouco depois, foi a vez de Lautaro Martínez estrear-se a marcar na competição, convertendo uma grande penalidade sobre Marcos Senesi a que Nizar Al-Rashdan não conseguiu escapar. Ao intervalo, portanto, a Argentina estava a vencer a Jordânia em Dallas.

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A segunda parte começou mais equilibrada, com a Jordânia a conquistar algum espaço no meio-campo contrário e a chegar mesmo ao empate, com Musa Al-Taamari a bater Emiliano Martínez (55′). Lionel Scaloni reagiu com a entrada de Lionel Messi, que até já tinha aparecido na linha lateral antes do golo sofrido pelos argentinos, e juntou Thiago Almada e Mac Allister para tentar ir atrás do resultado.

À entrada para os derradeiros dez minutos e de livre direto, Messi ainda conseguiu aumentar a vantagem e fechar as contas (80′). Já nada mudou até ao fim e a Argentina venceu mesmo a Jordânia na última jornada da fase de grupos do Mundial 2026, marcando encontro com Cabo Verde nos 16 avos de final e proporcionando desde já um cruzamento com a equipa-sensação do Campeonato do Mundo.

A estrela

  • A dada altura já não existem palavras. Lionel Messi entrou aos 60 minutos e só precisou de 20 para deixar novamente a sua própria marca num jogo de um Campeonato do Mundo. O jogador argentino voltou a marcar, desta feita de livre direto, e leva seis golos neste Mundial 2026 e 19 na história da competição, engrossando ainda mais um recorde que já lhe pertencia e tornando-se o primeiro de sempre a marcar em sete jogos consecutivos numa fase final da competição.

O joker

  • Só marcou nesta madrugada, mas continua a ser um ícone para os argentinos. Aos 28 anos, Lautaro Martínez aproveitou o facto de Lionel Messi não ter sido titular para marcar e converter uma grande penalidade, estreando-se nos golos em Campeonatos do Mundo e comprovando que é autossuficiente, conseguindo evidenciar-se para lá do companheiro do costume no ataque argentino.

A sentença

  • Com este resultado, a Argentina somou a terceira vitória na fase de grupos do Mundial 2026 e igualou México e França, as únicas equipas que tinham registado o mesmo feito. Os argentinos terminaram a fase de grupos no primeiro lugar do Grupo J e vão agora cruzar com Cabo Verde nos 16 avos de final, enquanto que os jordanos já estavam e continuam eliminados.

A mentira

  • A Argentina não é assim tão dependente de Lionel Messi. Apesar de o jogador do Inter Miami ter sempre a sua influência, tal como se notou particularmente neste sábado, os argentinos têm a capacidade de viver para além do capitão — algo que ficou visível contra a Jordânia e essencialmente até ao intervalo, já que os argentinos dominaram durante a primeira parte e só depois, no segundo tempo, acabaram por permitir alguns espaços.