Renato Veiga é uma espécie de patinho feio da Seleção Nacional. Sem Pepe, com Rúben Dias a falhar o primeiro jogo por lesão e Gonçalo Inácio e Tomás Araújo a revelarem algumas fragilidades nos encontros de preparação para o Campeonato do Mundo, o central do Villarreal revelou-se o central mais sénior, experiente e consistente a jogar por Portugal.
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E raramente todas essas características estiveram tão visíveis como na madrugada deste domingo e na última jornada da fase de grupos do Mundial 2026 contra a Colômbia. O central português foi titular pela terceira vez consecutiva no Campeonato do Mundo e novamente ao lado de Rúben Dias, tal como tinha acontecido perante o Uzbequistão, mas acabou por ser mesmo dos melhores elementos da equipa de Roberto Martínez.
O central do Villarreal somou três interceções, sete alívios, uma recuperação e quatro bloqueios, para além de ter registado uma eficácia de passe de 95% e sete passes bem efetuados para o último terço, vencendo ainda três duelos individuais dos seis disputados. Aos 22 anos, apesar de ter ainda parca experiência em fases finais de Europeus ou Mundiais, Renato Veiga parece estar já mais do que habituado a representar a Seleção Nacional neste ambiente e demonstrou-o após o apito final, sendo um dos elementos portugueses a surgir perante a comunicação social.
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“Fizemos uma boa exibição, contra um rival forte coletivamente. Tivemos ocasiões para marcar, mas a bola não entrou. Entramos em todos os jogos para ganhar. Não ganhámos, mas também não perdemos. Agora é pensar no próximo jogo. Somos Portugal e independentemente do adversário, entramos em campo para ganhar”, disse o internacional português.
Nascido em julho de 2003 em Lisboa, Renato Veiga até começou por dar os primeiros passos em Marrocos, já que o pai, o antigo internacional cabo-verdiano Nélson Veiga, passou pelo KACM de Marraquexe. No regresso a Portugal, integrou a formação do Sporting e teve ainda uma breve passagem pelo Real Massamá, chegando facilmente à equipa B dos leões. Ainda assim, já com Ruben Amorim em Alvalade e mesmo com direito a uma convocatória para um jogo da Liga dos Campeões contra o Manchester City, nunca teve oportunidades ao mais alto nível e acabou por ser emprestado ao Augsburgo antes de rumar em definitivo ao Basileia.
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Em 2024, depois de uma boa temporada na Suíça, chamou a atenção do Chelsea e assinou pelos blues por sete temporadas e a troco de cerca de 14 milhões de euros. Como tantos outros, porém, não conseguiu vingar entre a política de contratações algo esquizofrénica dos ingleses e ainda foi emprestado à Juventus antes de, no início da época passada, se ter tornado a transferência mais cara da história do Villarreal ao assinar pelos espanhóis por quase 30 milhões de euros. É agora uma figura do submarino amarelo e um dos jogadores mais queridos dos adeptos, tendo sido utilizado em 42 jogos.
Pelo meio, e até pelo fim da carreira de Pepe, conquistou lugar cativo no eixo defensivo da Seleção Nacional e tem feito dupla com Rúben Dias, Gonçalo Inácio e Tomás Araújo, assumindo-se cada vez mais como uma das opções garantidas de Roberto Martínez. Ainda mais depois da exibição da madrugada deste domingo, onde foi uma das explicações para o facto de Portugal não ter sofrido golos contra a Colômbia.