Um militar da GNR efetuou vários disparos para o ar e criou alarme durante a cerimónia de juramento de bandeira, realizada em Portalegre, num momento em que ainda se encontravam presentes o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o comandante-geral da Guarda Nacional Republicana, Rui Veloso.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, o militar estaria perturbado psicologicamente com um problema de saúde do filho menor e obrigou à intervenção policial no local. Os tiros foram efetuados com a arma de serviço do militar, desconhecendo-se se o militar ficou formalmente detido. Deste caso não resultaram feridos, confirmou entretanto a GNR, em resposta enviada ao Observador.
“Um militar, que se encontrava de serviço interno, efetuou disparos para o ar com a arma de serviço, não tendo daí resultado quaisquer feridos ou danos materiais. O militar, que no momento aparentava instabilidade do foro psicológico, foi de imediato acompanhado pelos serviços clínicos da Guarda, tendo a situação sido prontamente controlada”, lê-se nos esclarecimentos remetidos.
A GNR adiantou ainda que a “ocorrência foi de imediato comunicada” à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público.
Segundo a GNR, juraram bandeira 652 guardas-provisórios (577 masculinos e 75 femininos) que estão a frequentar o 58.º Curso de Formação de Guardas, de um total de 794 guardas-provisórios. Este juramento foi realizado pelos guardas que ainda não o tinham efetuado nas Forças Armadas.
(Artigo atualizado às 16h24 com esclarecimentos da GNR enviados ao Observador)