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Detido nos EUA, Maduro pede "união" e "solidariedade" após sismos

Dois terramotos de magnitude superior a 7.0 atingiram a Venezuela. Da prisão nos EUA, o Presidente deposto apelou à "máxima união" e ao apoio às equipas de socorro.

Agência Lusa
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O Presidente deposto venezuelano, Nicolás Maduro, enviou esta quinta-feira uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano, após dois sismos de magnitude superior a 7.0 na escala de Richter, que fizeram pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos.

Apesar de estar detido nos Estados Unidos desde a sua captura em 3 de janeiro, durante uma operação militar norte-americana, Maduro pediu “unidade nacional, serenidade e amor” neste “momento difícil”, numa mensagem publicada nas redes sociais.

“Amado povo da Venezuela: Perante o poderoso terramoto que atingiu a nossa pátria, Cilia (Flores) e eu elevamos as nossas orações por cada família afetada, pelos feridos, por aqueles que estão a sofrer e por todo o nosso povo“, disse Maduro, referindo-se à sua mulher, que também está presa nos Estados Unidos.

https://twitter.com/NicolasMaduro/status/2069974742648455614

“Hoje, só há uma palavra: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide das suas crianças, dos seus avós, dos seus doentes, e que todos apoiemos o trabalho das equipas de socorro”, afirmou Maduro, que esteve à frente da Venezuela de 2013 até 2026, quando foi levado do país por tropas especiais norte-americanas.

O dirigente venezuelano enfatizou a importância de “ajudar, proteger, partilhar, reconstruir e recomeçar”. “A Venezuela enfrentou grandes provações e sairemos desta também mais fortes, com fé, disciplina e solidariedade. Os nossos corações e as nossas orações estão convosco. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela!”, concluiu.