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Mundial 2026. O barão que representa a Suécia e joga no Braga

O Mundial tem sido dominado por golos marcados pela "realeza" do futebol, mas o que poucos sabem é que há um verdadeiro nobre de sangue azul a pisar os relvados: Gustaf Lagerbielke, defesa da Suécia.

Mariana Carrilho
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Gustaf Lagerbielke, um defesa de 26 anos, descende de uma família nobre da Suécia. O seu pai é o conde Johan Lagerbielke e o seu avô era conde também, o que torna o jogador um friherre, a versão sueca de um barão.

Enquanto o seu pai seguiu uma carreira na área da consultoria, Gustaf tornou-se futebolista profissional. “A minha família ensinou-me a ter objetivos. Estão muito felizes por mim e muito orgulhosos”, referiu, citado pelo The Athletic.

O desporto esteve na vida do atleta desde cedo: o seu avô materno também foi jogador profissional na Suécia. Gustaf formou-se nas equipas jovens do país e chegou a usar o brasão de armas da família estampado nas suas caneleiras. Entre 2023 e 2025, somou sete exibições pelo Celtic de Glasgow. Atualmente, joga em Portugal, na Primeira Liga, ao serviço do Braga, clube onde alinhou em 28 partidas e pelo qual marcou dois golos na última temporada.

O ramo de conde, atualmente detido pelo seu pai, ocupa a posição número 115 na linha de sucessão ao trono sueco. Este título passará para Gustaf, por ser o filho mais velho, que para já herdou o posto de barão após a morte do avô em 2022 — embora não o use publicamente e tente desvalorizar o assunto desde que a imprensa o descobriu.

Questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de chegar a rei, Lagerbielke brincou: “Acho que, para isso acontecer, muita gente teria de desaparecer primeiro… E eu não quero que isso aconteça”. Independentemente das suas origens aristocráticas, o jogador tem tido uma forte presença na seleção nacional.

Gustaf jogou os 90 minutos completos nas duas primeiras jornadas da Suécia neste Mundial — numa vitória por 5-1 contra a Tunísia e numa derrota, também por 5-1, frente aos Países Baixos. Além disso, foi ele que marcou o golo crucial no play-off de qualificação contra a Polónia, que garantiu a presença dos suecos no torneio.

Segundo o avançado sueco Taha Ali, Lagerbielke é um atleta de topo. “Joguei com ele na Terceira Divisão sueca há não muitos anos, e ele tem subido cada degrau da carreira de forma fantástica. É um jogador importantíssimo para nós”, explicou. O selecionador Graham Potter também realçou o percurso e a evolução de Gustaf, acrescentando que ele “é um jovem inteligente, que pensa e reflete sobre o jogo”.

Lagerbielke não é o primeiro futebolista vindo de um meio de realeza. Faiq Bolkiah, por exemplo, joga profissionalmente na Tailândia e pertence à família real do Brunei, representando a seleção desse país.

Por agora, Gustaf apenas quer ajudar a Suécia a sagrar-se rainha do futebol neste torneio. “Conseguir uma das maiores vitórias da história da Suécia no Mundial era incrível”, mencionou. O próximo jogo da seleção será contra o Japão, esta quinta-feira, em que os suecos procuram selar o apuramento para a próxima fase.