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Apple aumenta preços dos MacBook e iPad devido à crise nos chips de memória. Subidas também chegam a Portugal

Tim Cook já tinha admitido que a Apple não estava a conseguir suportar a subida dos preços das memórias. Esta quinta-feira chegaram os aumentos, fruto de um "desafio sem precedentes" na indústria.

Cátia Rocha
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A Apple subiu os preços de alguns produtos da gama MacBook e iPad devido à crise global de memórias. A atualização nas lojas da empresa foi feita esta quinta-feira, depois de, na semana passada, Tim Cook admitir que a empresa já não estava a conseguir suportar o disparo de preços dos semicondutores.

“A indústria de eletrónica de consumo está a enfrentar um desafio sem precedentes”, diz a Apple numa nota citada por meios como a CNBC e a Reuters. “A rápida expansão dos centros de dados de inteligência artificial criou um aumento extraordinário na procura por chips de memória e armazenamento”, explica a empresa. “Nunca vimos os preços de um componente aumentarem desta forma e tão depressa.”

https://observador.pt/especiais/inteligencia-artificial-esta-a-criar-uma-escassez-global-nos-chips-de-memoria-comprar-tecnologia-pode-ficar-ainda-mais-caro/

A Apple acrescenta que “foi atingido um ponto em que é preciso começar a subir os preços de uma série de produtos”, deixando a porta aberta a novos aumentos. “Sabemos que isto são más notícias e estamos a trabalhar de forma incansável para encontrar soluções.”

Em Portugal, uma consulta à loja online da empresa mostra a subida dos preços, que oscila entre aumentos de 100 e 400 euros, dependendo do produto. Por exemplo, o MacBook Neo, apresentado em março como o MacBook low-cost, fica 100 euros mais caro. Até à atualização, arrancava nos 699 euros, agora está disponível a partir de 799 euros.

https://observador.pt/2026/03/04/apple-lanca-um-macbook-neo-um-portatil-alimentado-por-um-chip-de-iphone-e-que-quer-ser-uma-versao-low-cost/

Já o MacBook Air na versão de 13 polegadas e 512 GB, que começou por custar em março 1.249 euros, agora arranca nos 1.449 euros.

O MacBook Pro também ficou mais caro por cá. Se antes a versão de entrada deste modelo arrancava nos 1.949 euros, agora custa mais 300 euros, chegando aos 2.249 euros. O salto é mais expressivo na versão de 16 polegadas, que passou de 3.099 para 3.499 euros.

Já o iPad Air de 11 polegadas fica 150 euros mais caro, passando de 679 para 829 euros. A versão de 13 polegadas passa de 879 para 1.029 euros.

O iPad Pro, na versão de 11 polegadas, passa de 1.129 para 1.329 euros. A versão de 13 polegadas custa agora 1.679 euros, quando antes arrancava nos 1.479 euros.

Nos Estados Unidos, o aumento de preços acrescenta entre 100 e 200 dólares aos MacBook e iPad. Por exemplo, o MacBook Neo passa de 599 para 699 dólares, enquanto o MacBook Pro passa a custar mais 300 dólares.

Por agora, o iPhone escapa às subidas de preços. Este é o produto que representa mais de metade das receitas anuais da Apple. Porém, é expectável que os modelos apresentados em setembro sejam mais caros do que os antecessores. Os novos modelos já deverão ser revelados por John Ternus, o CEO que assumirá funções a 1 de setembro. 

https://observador.pt/especiais/john-ternus-um-homem-de-produto-perfecionista-que-esta-ha-anos-a-ser-treinado-para-liderar-a-apple/

As ações da Apple desvalorizam 5,03% (278,42 dólares) após o anúncio da atualização de preços.