O Júri Nacional de Exames (JNE) reconhece que o novo sistema digital de correção das provas que permitem aceder ao Ensino Superior traz novos desafios tecnológicos e logísticos. Contudo, e apesar da preocupação de vários professores classificadores, esta entidade garante que os prazos definidos para a divulgação das notas serão cumpridos. Para tal, será apenas alterado o planeamento do processo de classificação.
Os exames nacionais estão a ser classificados de forma digital, “um processo novo e de grande dimensão” que trouxe vários “desafios na área da logística, bem como na vertente tecnológica do processo”, afirma o JNE em comunicado enviado às redações.
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Por já antever estes imprevistos, foi logo definido de antemão “um calendário de classificação suficientemente flexível”, que nunca afetasse os prazos definidos para a publicação das notas.
“Assim, tendo em consideração a existência de algumas dificuldades técnicas, que se encontram atualmente a ser solucionadas, o JNE decidiu proceder à alteração do cronograma do processo de classificação”, lê-se no comunicado. De acordo com a norma 03/JNE, dia 23 de junho seriam distribuídas as provas pelos classificadores — o que não foi cumprido. Dia 6 de julho era a data limite para terminar a classificação das provas, sendo estas enviadas por cada agrupamento para o JNE no dia 10 de julho.

O Observador questionou o EduQA (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação) sobre quais as alterações feitas neste cronograma, mas até ao momento não obteve resposta. Ainda assim, garante o JNE em comunicado, apesar de este cronograma ser alterado irá manter-se o prazo final de classificação de dia 10 de julho.
Esta entidade adianta ainda que “irá gradualmente fazer a entrega, aos professores classificadores, de respostas para classificar, à medida que estas forem sendo processadas” — sendo que esta distribuição irá decorrer já com pelo menos dois dias de atraso.
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O Observador perguntou ainda ao EduQA quais as dificuldades técnicas e desafios logísticos com que se têm deparado, assim como quantos professores classificadores foram chamados para corrigir as provas. E, face aos problemas verificados neste sistema no ano de 2025 (quando estava ainda em teste), o EduQA foi questionado sobre de que forma tentaram colmatar estas falhas. Até ao momento não obteve qualquer resposta.