O Reino Unido bateu esta quarta-feira o recorde histórico de temperatura para o mês de junho, ao serem registados 35,8 graus Celsius em Wiggonholt, no sul de Inglaterra, valor que ainda poderá ser ultrapassado, informou a agência nacional de meteorologia.
O recorde anterior era de 35,6 graus Celsius, registado a 28 de junho de 1976 em Southampton, também no sul e, antes disso, a 29 de junho de 1957 em Londres.
Este novo recorde surge num momento em que a agência meteorológica do Reino Unido (Met Office) emitiu um aviso de calor para grande parte do centro e sul de Inglaterra, bem como para o País de Gales, para esta quarta e quinta-feira, devido às previsões de temperaturas elevadas.
Este é apenas o segundo alerta deste tipo alguma vez emitido pelas autoridades britânicas, depois de julho de 2022, quando as temperaturas ultrapassaram os 40 graus Celsius pela primeira vez na história.
O Met Office prevê que o pico de calor seja atingido na quinta-feira na maior parte do país, mas que o leste e o sudeste continuem a sofrer de “calor extremo” na sexta-feira e no sábado.
“Os alertas vermelhos são reservados para os fenómenos mais graves e esperamos impactos graves e significativos desta onda de calor, com prováveis consequências para a saúde de muitas pessoas, mesmo para além daquelas que normalmente são mais vulneráveis ao calor”, avisou Mark Sidaway, vice-chefe de previsões do Met Office do Reino Unido.
Devido a esta onda de calor, mais de mil escolas estão esta quarta-feira encerradas em todo o país ou vão mandar os alunos para casa mais cedo.
Os transportes públicos, nomeadamente os ferroviários, estão a sofrer grandes perturbações, com cancelamentos de comboios devido à vulnerabilidade das infraestruturas.
As operadoras ferroviárias exortaram as pessoas a viajarem apenas se fosse “absolutamente necessário” durante o dia desta quarta-feira e na quinta-feira.
Questionado esta quarta-feira no parlamento sobre o impacto das alterações climáticas nesta onda de calor, o primeiro-ministro, Keir Starmer, que anunciou na segunda-feira a sua demissão, afirmou que este era “um dos maiores desafios” da atualidade.
“O tempo atual lembra-nos o quão importante isto é”, disse.
Num relatório publicado na quarta-feira, os peritos do Comité para as Alterações Climáticas, encarregados de aconselhar o Governo sobre a sua política climática, apelaram a uma aceleração do uso de veículos elétricos e de bombas de calor para que o Reino Unido possa atingir os seus objetivos climáticos.