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O suavizar das restrições: Irão vai poder viajar para os EUA dois dias antes do próximo jogo

Ao contrário do que aconteceu nos dois primeiros jogos, iranianos vão poder entrar nos EUA dois dias antes da última jornada da fase de grupos. Treinador já tinha antecipado hipótese durante a semana.

Mariana Fernandes
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A ideia já tinha sido avançada pelo selecionador do Irão numa entrevista ao jornal The Telegraph, mas acabou por mesmo ser confirmada. Os EUA decidiram amenizar as restrições impostas à seleção iraniana no Mundial 2026, permitindo que a comitiva viaje para o próximo jogo dois dias antes do apito inicial — ao invés de no próprio dia, como aconteceu nas duas jornadas iniciais.

Assim sendo, o Irão viaja já esta quarta-feira para Seattle, onde na sexta-feira (madrugada de sábado em Portugal continental) defronta o Egito no terceiro e último jogo do Grupo G. Os iranianos estão concentrados em Tijuana, cidade mexicana que fica praticamente na fronteira com os EUA, e viajaram para território norte-americano no próprio dia dos jogos contra Nova Zelândia e Bélgica, regressando ao México logo depois do apito final.

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Na mesma entrevista ao jornal The Telegraph, Amir Ghalenoei contou que o Irão já tinha pedido para viajar com maior antecedência para o jogo contra a Bélgica, que aconteceu no passado domingo, mas o pedido foi negado — ainda que Andrew Giuliani, que lidera a taskforce criada por Donald Trump para o Mundial 2026, tenha garantido ao jornal inglês que os EUA estavam abertos a uma suavização das restrições.

“Parece que podem permitir que viajemos mais cedo para Seattle. Tenho pena de que não tenham feito o mesmo para os primeiros dois jogos e de que não tenham permitido que chegássemos aqui duas semanas antes do início do Mundial, para chegarmos em condições ótimas. Roubaram-nos essa oportunidade. Se podem fazer isto agora também podiam ter feito para os outros dois jogos. Acho que foi uma injustiça. Espero que o mundo possa alcançar a paz e este comportamento não se torne institucionalizado nos Mundiais”, disse o selecionador iraniano.

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De recordar que o assunto também foi tema em Genebra, onde o embaixador do Irão junto das Nações Unidas condenou o tratamento que a seleção iraniana está a receber no Campeonato do Mundo por parte dos EUA. “Os EUA instrumentalizaram todas as obrigações que tinham com todas as equipas para exercer pressão sobre a nossa”, explicou Ali Bahreini, lembrando que os norte-americanos demoraram semanas a atribuir os vistos necessários para a comitiva que está no Mundial 2026 e até deixaram vários elementos do staff sem visto e sem possibilidade de viajar para o país.

O Irão tem atualmente dois pontos no Grupo G do Mundial 2026, tendo empatado com a Nova Zelândia (2-2) e a Bélgica e estando no segundo lugar atrás do Egito, que tem quatro pontos, e à frente dos belgas e dos neozelandeses. Os iranianos defrontam os egípcios na terceira e última jornada na madrugada do próximo sábado (4h), em Seattle, e alimentam a possibilidade de ainda chegarem aos 16 avos de final da competição.

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