(c) 2023 am|dev

(A) :: Fundo soberano para gerir ativos não colide com dívida elevada, diz FMI

Fundo soberano para gerir ativos não colide com dívida elevada, diz FMI

O FMI não se revelou contrário à criação de um fundo soberano para gerir ativos do Estado, mesmo tendo Portugal uma dívida ainda elevada.

Alexandra Machado
text

Luís Montenegro anunciou no fim de semana a intenção de o Governo criar um fundo soberano com “participações acionistas relevantes em empresas estratégicas para o desenvolvimento do país e para a sua resiliência”. Não divulgou mais pormenores.

Sem pormenores, o FMI não considera incompatível a criação de um fundo soberano para gerir ativos e passivos do Estado com o nível ainda elevado da dívida pública — está acima dos 80%.

https://observador.pt/especiais/fundos-soberanos-ha-muitos-por-todo-o-mundo-portugal-tambem-quer-um-mas-nao-diz-como-nem-com-que/

“Um fundo soberano é uma ferramenta usada de forma bastante generalizada para gerir ativos e passivos públicos”, indica Jean-François Dauphin, chefe de missão para Portugal do FMI. Numa conferência de apresentação do relatório de acompanhamento da economia portuguesa, este responsável diz mesmo que, por isso, “ter uma dívida elevada não impede, por isso, que faça a gestão dos seus ativos através de um fundo soberano”.

É uma escolha do Governo decidir como quer gerir os seus ativos, indica.

Na análise anunciada esta quarta-feira, o FMI projeta que a dívida pública fique nos 85,6% do PIB este ano, continuando a descer para 82,3% em 2027 e 79,2% em 2028.