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Ministra da Cultura prolonga prazo do cheque-livro até 31 de agosto

Margarida Balseiro Lopes anunciou a extensão durante o festival BABELL. O programa, na segunda edição, apoia a compra de livros em livrarias físicas e espaços culturais aderentes.

Joana Moreira
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O Ministério da Cultura anunciou esta quarta-feira a extensão do prazo de utilização do programa Cheque-Livro, permitindo que os beneficiários possam agora utilizar os vouchers até ao dia 31 de agosto, em vez da data anteriormente prevista, que era dia 30 de junho.

A decisão foi anunciada pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, durante a inauguração do festival BABELL — Cidade Livro, no Porto. O objetivo da medida é garantir que todos os beneficiários possam usufruir integralmente do apoio destinado à aquisição de livros.

“O cheque-livro tem aproximado milhares de jovens dos livros. Com esta decisão, estamos a reforçar o impacto e o alcance de uma medida que promove os hábitos de leitura, a literacia e o acesso à cultura”, afirmou a ministra, que sublinhou a importância do livro e da leitura no desenvolvimento cultural do país, afirmando o desejo de que “os livros cheguem a mais pessoas”, pois é também através dos livros que “a cultura portuguesa se afirma”.

Criado ainda pelo Ministério da Cultura de Pedro Adão e Silva, no último Governo liderado pelo PS, por proposta da APEL, o programa cheque-livro integra a política pública de incentivo à leitura e ao acesso à cultura, dirigida sobretudo ao público jovem, promovendo a compra de obras em livrarias físicas e espaços culturais aderentes em todo o país. O programa consiste na atribuição de um voucher digital no valor de 30 euros, destinado exclusivamente à compra de livros não escolares. Podem beneficiar desta medida os jovens residentes em Portugal nascidos em 2007 e 2008.

Em maio, uma notícia do jornal Público dava conta de como a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) reconhecia que, apesar do esforço de aumento de 50% no valor do cheque após a primeira edição, persistem desafios na comunicação da medida junto do público. A entidade defende que é necessário reforçar a divulgação do programa, atualmente na segunda edição, tanto por parte dos organismos públicos como dos editores e livreiros, de forma a aumentar a adesão.

Segundo dados revelados esta quarta-feira pelo gabinete do MC à imprensa, foram emitidos 40.663 vouchers, um valor aproximado dos resultados da edição anterior, que registou 47.651 cheques emitidos. A taxa de utilização ronda atualmente os 72%.