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França. Quase 70 mil pessoas ficaram sem energia em Finistère devido a apagão provocado pelo calor

Pelas 16h00, 38,5 mil pessoas ainda estavam sem eletricidade, num dia em que 58 distritos estão sob alerta vermelho. Espera-se que recorde de dia mais quente registado em França seja ultrapassado.

Manuel Nobre Monteiro
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Agência Lusa
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Quase 70 mil pessoas ficaram esta quarta-feira sem eletricidade no departamento francês de Finistère (oeste) devido a uma avaria num transformador, provocada pelas altas temperaturas, num dia em que são esperados novos recordes de temperatura. Pelas 16h00, cerca de 38,5 mil pessoas ainda estavam sem luz, sendo que as autoridades, citadas pela imprensa local, preveem que o fornecimento total de energia seja restabelecido durante a noite.

Segundo a Câmara Municipal desta zona na região da Bretanha, o incidente ocorreu na terça-feira à noite e, por razões técnicas, os moradores afetados não poderão ter a energia restabelecida durante o dia.

A onda de calor continua esta quarta-feira em França, com 58 dos 100 departamentos em alerta vermelho (o nível mais elevado) e 31 em alerta laranja (o nível seguinte). As temperaturas começaram a subir esta quarta-feira de manhã, com os termómetros a registarem 27ºC em Bordéus, 29º La Rochelle e 26º em Paris.

Segundo dados ainda provisórios da Météo-France, terça-feira foi o dia mais quente alguma vez registado em França desde o início das medições, em 1947, com uma temperatura média de 29,8 graus Celsius (com base em dados de cerca de 30 estações meteorológicas em todo o país).

https://observador.pt/2026/06/23/franca-regista-o-dia-mais-quente-desde-1947/

Espera-se que novos recordes sejam batidos esta quarta-feira e quinta-feira será novamente um dia de temperaturas recorde, antes que a onda de calor ofereça algum alívio a partir de sexta-feira.

A ministra francesa da Transição Ecológica e do Desenvolvimento Sustentável, Monique Barbut, em declarações à emissora pública France Inter referiu “que se prevê um alívio relativo na próxima semana”. No entanto, a Météo-France indica que há uma grande probabilidade de se voltar a viver um calor extremo que poderá durar até 14 de julho, alertou ainda a ministra.

Barbut reconheceu a necessidade de acelerar as medidas de adaptação às alterações climáticas em França e afirmou que “devemos estar conscientes” de que isso implicará um enorme volume de investimentos.

A adaptação é uma política a longo prazo. Há muitas coisas a fazer. Por exemplo, precisamos de rever todas as nossas redes urbanas: redes de água, as redes ferroviárias da SNCF (ferrovia nacional)… Estas não são coisas que possam ser feitas em cinco anos, ou mesmo em 10″, disse.

Entre os cortes de energia em Finistère e o encerramento antecipado de escolas e pontos turísticos, a atual onda de calor está a evidenciar as deficiências da França na sua preparação para as alterações climáticas.

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Em França, pelo menos 40 pessoas morreram por causa do tempo quente, com temperaturas acima de 40ºC em algumas cidades. Espanha, Itália, Portugal, Bélgica, Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, Suíça, Áustria e Macedónia são alguns dos países que estão a ser atingidos pela onda de calor.