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Taiwan precisa de garantir resposta imediata a um eventual ataque chinês, numa altura em que o tempo de aviso prévio está a diminuir, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Defesa da ilha, Wellington Koo, durante uma intervenção no parlamento.
As Forças Armadas da ilha iniciaram na segunda-feira cinco dias de exercícios de prontidão imediata para combate, destinados a reforçar a capacidade operacional e testar a eficácia das operações conjuntas face à crescente pressão militar da China, que reivindica soberania sobre Taiwan.
As manobras, que decorrem até sexta-feira, integram o programa anual de treino das Forças Armadas taiwanesas e têm entre os objetivos “reforçar a rápida transição do estado de paz para o de guerra”, um cenário que as tropas da ilha ensaiam com cada vez maior frequência.
Em declarações citadas pelo jornal Liberty Times, Koo explicou que os exercícios visam “realizar rapidamente os preparativos para combate, de forma a responder a eventuais situações imprevistas”.
“Perante a atual ameaça do inimigo e numa situação em que o tempo de aviso prévio está a diminuir, é necessário confirmar que a força de defesa nacional é capaz de responder imediatamente, reagir de forma autónoma e completar em segurança a transição da paz para a guerra”, afirmou o ministro.
As declarações surgiram um dia depois de o mais recente e avançado porta-aviões da China, o Fujian, ter atravessado o estreito de Taiwan, na primeira passagem de um porta-aviões chinês por aquela via estratégica desde abril.
Sobre a travessia do navio, Koo afirmou que Taipé tem “controlo total dos movimentos” em torno do estreito e justificou a divulgação de imagens do Fujian com a necessidade de a população “conhecer claramente” as atividades do Exército chinês nas proximidades da ilha.
Em Pequim, a porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Governo chinês), Zhang Han, acusou as autoridades do Partido Democrático Progressista (PDP), no poder em Taiwan, de manterem uma “posição separatista”, que considerou estar na origem da tensão e instabilidade no estreito.
“Estamos dispostos a explorar as perspetivas de uma ‘reunificação pacífica’ com a máxima sinceridade e o máximo esforço, mas em circunstância alguma nos comprometemos a renunciar ao uso da força, nem deixaremos qualquer espaço para qualquer forma de separatismo da ‘independência de Taiwan'”, afirmou a responsável.
Taiwan governa-se autonomamente desde 1949 sob a designação de República da China e dispõe de Forças Armadas próprias, bem como de um sistema político, económico e social distinto do da República Popular da China.
Pequim considera, contudo, a ilha uma “parte inalienável” do território chinês e intensificou nos últimos anos a campanha de pressão militar, diplomática e económica para concretizar a “reunificação nacional”, um dos objetivos centrais do Presidente chinês, Xi Jinping, no quadro do “rejuvenescimento da nação chinesa”.