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(A) :: O prazer de ver Félix, a gestão emocional e a equipa que tenta marcar até ao fim: Martínez destaca Seleção "muito consistente até ao fim"

O prazer de ver Félix, a gestão emocional e a equipa que tenta marcar até ao fim: Martínez destaca Seleção "muito consistente até ao fim"

Frente ao Uzbequistão, Roberto Martínez gostou da maturidade dos jogadores e realçou o exemplo Ronaldo. Selecionador falou de MacPhee, de Messi e perspetivou o jogo com a Colômbia.

Tiago Gama Alexandre
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Foi uma semana de emoções fortes no seio da Seleção Nacional, com o surpreendente empate frente à RD Congo a gerar muitas críticas em torno das opções de Roberto Martínez. A partir daí, Portugal fechou ainda mais a sua bolha e, depois de ter voltado a falar aos jornalistas na véspera, o selecionador nacional fez duas mudanças no seu onze, lançando Rúben Dias e João Félix. A aposta acabou por ser certeira, com a Seleção a dar um passo de gigante rumo aos 16 avos de final do Campeonato do Mundo depois de ter goleado o Uzbequistão (5-0).

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“Foi a resposta que temos no balneário. Há momentos em que precisas do primeiro jogo para crescer no torneio. Hoje vimos uma equipa com a mesma atitude e o mesmo esforço, mas com mais maturidade, fora da estreia da emoção de estar no Mundial. Fico muito contente porque eles merecem este resultado. É injusto falar de um jogador porque todos os jogadores estão prontos para ajudar a equipa. O João [Félix] teve um período de treino muito bom e hoje [terça-feira] foi um prazer vê-lo disfrutar do futebol porque a sua qualidade é enorme. Golos? Era uma questão do momento. Hoje a bola entrou e o [Cristiano] Ronaldo continuou a criar oportunidades, que é o mais difícil”, começou por dizer Martínez na flash-interview oficial da FIFA.

“A atitude e o esforço foram iguais. O que fizemos muito bem foi gerir as emoções depois de marcar o primeiro golo. No primeiro jogo tivemos uma boa intensidade até ao primeiro golo e perdemos a disciplina e as emoções. Hoje utilizámos isso muito bem. Entrámos muito bem no jogo e continuámos com o nosso plano de jogo. O primeiro jogo foi muito emocional, há muita vontade de utilizar a responsabilidade que temos com bons desempenhos. Hoje estivemos muito consistentes até ao fim, contra um adversário muito estruturado taticamente. Continuámos com uma disciplina tática importante depois das substituições. O grupo está muito forte e unido. Nos últimos dias aprendemos a fechar o barulho de fora, focando naquilo que podemos fazer. Hoje fico um bocadinho triste porque há jogadores que ainda não estiveram no relvado e têm tudo para ajudar a Seleção. Ronaldo? Merece isso porque é um exemplo. O compromisso que tem na Seleção é um exemplo. Merece os dois golos. Ajuda muito naquilo que queremos”, disse, depois, à TVI.

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“Era uma questão de tempo. Os movimentos do Cristiano Ronaldo são os melhores de um avançado na área. A bola entrou, mas ele continuou a criar oportunidades ao longo do jogo, que é o mais difícil. A estreia no Mundial é um passo difícil de controlar emoções. Agora a equipa está focada. Foram dias difíceis, mas de responsabilidade, de pensar no que temos de fazer. Fico contente pelo desempenho da equipa, que esteve sempre ao mesmo nível. No primeiro jogo estivemos bem em alguns aspetos, noutros precisávamos de melhorar e foi o que fizemos. Isso é importante. No primeiro jogo, depois do golo, perdemos a intensidade e chegada ao último terço. Não é uma questão tática, mas deixámos de fazer o que tínhamos de fazer. Hoje a ideia era ter bola e uma reação rápida, algo que continuou depois do primeiro golo. Tentámos marcar até ao fim. Somos essa equipa. O foco faz parte da caminhada. A nossa análise de como a equipa está é depois dos três jogos. São equipas diferentes. A Colômbia é diferente do Uzbequistão e da RD Congo. É importante que consigamos ser melhores do que o adversário para atingirmos o nosso melhor nível”, explicou à SportTV.

“Diria que houve muito trabalho nos últimos 41 jogos e nos últimos dias foi alinhar conceitos. Na bola parada tivemos muitas situações que não terminaram em golo, mas as oportunidades estiveram lá. Foram dias importantes a nível psicológico. O grupo fechou do barulho de fora, o balneário tornou-se mais unido para poder controlar as emoções. Marcar o segundo golo ajudou. Há aspetos que facilitam. Estou satisfeito porque aprendemos as lições rapidamente. Ronaldo e Messi? São jogadores que mudaram o futebol. Precisaram da sua rivalidade para crescer. Há o ícone, mas depois há o capitão, que é muito mais simples e um exemplo do que é jogar pela Seleção. Tem uma atitude incrível dentro do balneário. Teve uma disciplina incrível. Bola parada? Acho que os jogadores percebem muito o seu trabalho, é uma obsessão. A bola parada para o Austin [MacPhee] é uma obsessão. Foi muito bonito terem reconhecido o trabalho dele. É um trabalho chato, os jogadores precisam de muito foco. Foi fantástico”, partilhou em conferência de imprensa.

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“Estivemos com raiva, doentes e o resultado foi crescer como equipa. Foi um capitão exemplar. 90 minutos? É um jogador que joga tudo no seu clube. Só teve uma lesão em março. Está fresco. A gestão é jogo a jogo, não é para fazer planos. A sua posição era um problema para o Uzbequistão. Precisamos de o utilizar. Tenho respeito pelo trabalho do [Fabio] Cannavaro. Conseguimos parar a sua ameaça com bola. A estrutura, a maneira como jogam… é uma equipa muito bem estrutura e muito bem trabalhada. Colômbia? Está num momento de forma fantástico, adora estar no Mundial, é uma referência e esperamos um grande jogo em Miami. Ronaldo? É um ser humano, tem sentimentos, mas a resposta está sempre lá. O profissionalismo tem lhe dado longevidade. Não sei se é genético ou trabalho, acho que é uma combinação. Nunca trabalhei com um jogador com essa capacidade”, completou Roberto Martínez na sala de imprensa do NRG Stadium.