Cinco golos marcados, a primeira vitória no Campeonato do Mundo, quatro pontos no Grupo K. Portugal afastou os fantasmas da jornada inicial contra a RD Congo e goleou o Uzbequistão para encher a barriga de misérias e encaminhar o apuramento para os 16 avos de final ainda antes do confronto com a Colômbia.
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Para isso, e num conjunto de ajuda a explicar a diferença da exibição da passada quarta-feira para a desta terça-feira, a Seleção Nacional contou com vários números-chave: desde a terceira maior goleada num Campeonato do Mundo aos inéditos três golos na primeira parte, passando pelas assistências de Bruno Fernandes e os passes de Vitinha.
5. Os golos da terceira maior goleada em Campeonatos do Mundo
A goleada ao Uzbequistão é desde já a terceira maior que a Seleção Nacional já aplicou num Campeonato do Mundo — ficando apenas atrás dos 7-0 à Coreia do Norte na fase de grupos do Mundial 2010, na África do Sul, onde marcaram Raúl Meireles, Simão Sabrosa, Hugo Almeida, Tiago, Liedson e Cristiano Ronaldo, e dos 6-1 à Suíça nos oitavos de final do Mundial 2022. Ainda assim, e principalmente contra os norte-coreanos, o contexto era muito diferente. Há 16 anos, Portugal defrontou uma seleção da Coreia do Norte onde quatro jogadores chegaram a ser dados como desaparecidos, alegando-se até que tinham desertado para fugir do país, algo que a própria FIFA acabou por tentar desmentir.
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3. Portugal nunca tinha marcado três golos numa primeira parte num Mundial
A goleada acabou por ser ainda mais expressiva, mas os três golos marcados na primeira parte ajudaram desde logo a quebrar um recorde: nunca Portugal tinha marcado três vezes numa primeira parte de um jogo do Campeonato do Mundo. Logo em 1966, na mítica reviravolta contra a Coreia do Norte orquestrada por Eusébio, a Seleção Nacional sofreu três golos até ao intervalo e ainda reagiu, mas foi para o fim da primeira da parte ainda a perder por 2-3 antes de chegar ao final 5-3. Em 2002, contra a Polónia, Portugal acabou a golear por 4-0, mas foi para o intervalo a ganhar por apenas 1-0 com um golo de Pedro Pauleta. Em 2010, naquela que ainda é a maior goleada da Seleção em Mundiais, os portugueses acabaram a anular a Coreia do Norte por 7-0, mas no fim da primeira parte estava apenas 1-0 graças a Raúl Meireles. Por fim, em 2022, a equipa de Fernando Santos bateu a Suíça por 6-1, mas ao intervalo estava apenas 2-0, com golos de Gonçalo Ramos e Pepe.
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2. Os golos de livre direto que Nuno Mendes marcou em toda a carreira
Até esta terça-feira, Nuno Mendes só tinha marcado um único golo de livre direto — e foi na temporada que agora terminou. Em outubro do ano passado, num jogo da Ligue 1 contra o Lille que até acabou empatado, o lateral português abriu o marcador para o PSG com um livre direto. Em Houston, na segunda jornada da fase de grupos do Mundial 2026, voltou a mostrar que está a apostar na cobrança de bolas paradas e aumentou a vantagem portuguesa contra o Uzbequistão com um belo livre direto rasteiro, à entrada da grande área, quando todos pensavam que Cristiano Ronaldo ia bater. Nuno Mendes juntou-se a um lote reduzido de jogadores que marcaram de livre direto pela Seleção Nacional, sendo que, até esta terça-feira, só mesmo Ronaldo o tinha feito num Campeonato do Mundo.
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25. As assistências de Bruno Fernandes na Seleção Nacional
Com o passe que fez esta terça-feira para o segundo golo de Cristiano Ronaldo, o terceiro da Seleção Nacional, Bruno Fernandes chegou às 25 assistências por Portugal — igualando Bernardo Silva e ficando apenas atrás do próprio Ronaldo (35) e Luís Figo (40). O jogador do Manchester United, que tinha sido dos mais criticados depois do empate contra o Uzbequistão, foi dos melhores elementos em campo ao lado de Ronaldo e Nuno Mendes e continua a colecionar registos importantes pela Seleção, sendo que já é o quinto melhor marcador de sempre em ex aequo com Nuno Gomes.
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5. Os jogadores que marcaram por Portugal em duas edições do Campeonato do Mundo
Só cinco jogadores marcaram em duas edições distintas do Campeonato do Mundo pela Seleção Nacional: Pedro Pauleta (2002 e 2006), Simão Sabrosa (2006 e 2010), Cristiano Ronaldo (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026), Pepe (2018 e 2022) e, a partir desta terça-feira, Rafael Leão. O avançado do AC Milan fechou a goleada contra o Uzbequistão depois de ter marcado a Gana e Suíça no Qatar em 2022 e chegou agora aos seis golos por Portugal, o que significa que metade dos que marcou enquanto internacional português foram apontados em Mundiais.
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95. Os passes que Vitinha completou
Contra a RD Congo, Vitinha fez 121 passes — tornando-se desde logo o jogador a concluir mais passes num único jogo de 90 minutos do Campeonato do Mundo desde que há registos, ou seja, desde 1966. Ainda assim, o destino final desses 121 passes foi parte do problema que travou a Seleção Nacional: só 20 foram para o último terço, só 11 foram longos, nenhum foi para a grande área e nenhum foi decisivo. Contra o Uzbequistão, e tendo em conta que não cumpriu os 90 minutos, Vitinha “só” fez 95 passes: mas 20 foram para o último terço, seis foram longos, dois foram para a grande área e um foi decisivo. Ou seja, em proporção e tendo em conta que também fez um remate, o médio do PSG jogou muito mais virado para a frente e não para os lados ou para trás, oferecendo uma dinâmica que se tornou o motor da equipa de Roberto Martínez.
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