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Fact Check. Nova Iorque retira palavras ‘mãe’ e ‘pai’ do vocabulário para promover a inclusividade?

Publicações alegam que legisladores nova-iorquinos decidiram apagar ou retirar as palavras "pai" e "mãe" do vocabulário estadual. Mas as alegações são exageradas.

Tiago Caeiro
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A frase

A esquerdalha de Nova Iorque aprova lei que apagou as palavras “pai” e “mãe” do vocabulário para serem mais inclusivas.

— Utilizador de Facebook, 09 de junho de 2026

Várias publicações que circulam na rede social Facebook alegam que, em Nova Iorque, as palavras “pai” e “mãe” vão ser retiradas do vocabulário oficial, de forma a promover a inclusividade. “A esquerdalha de Nova Iorque aprova lei que apagou as palavras ‘pai’ e ‘mãe’ do vocabulário para serem mais inclusivas”, pode ler-se numa das publicações, que considera que a “estupificação continua”.

Em causa está um projeto de lei, aprovado pela maioria democrata na Assembleia Legislativa do estado de Nova Iorque, que altera a linguagem utilizada em determinadas leis relativa à guarda de crianças e responsabilidade parental. A lei prevê substituir o termo “mãe” por “gestating parent” [gestante] e “pai” por “non-gestating parent” [não gestante] nos tribunais de família, bem como nas leis educacionais, assinala o The New York Post. Outra alteração é substituir as palavras “paternity” e “filiation” [paternidade e filiação] pelo termo “parentage”, que é mais abrangente, e permite incluir outras outros vínculos de responsabilidade parental.

O objetivo é introduzir na legislação do estado (um dos mais progressistas dos EUA) uma linguagem neutra, de forma a acompanhar a evolução dos diferentes tipo de responsabilidade parental.

Os defensores da lei — que contou com a oposição do Partido Republicano estadual — afirmam que as mudanças visam tornar a lei mais inclusiva para pais da comunidade LGBTQ+ e para aqueles que utilizam reprodução assistida ou barrigas de aluguer. Já os críticos argumentam que o projeto de lei é uma reescrita desnecessária da legislação familiar já consolidada, aponta o Washington Times.

Depois de ter sido aprovada na Câmara dos Representantes e no Senado estadual, a proposta aguarda agora a aprovação final por parte da governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul.

No entanto, certo é que os legisladores nova-iorquinos não decidiram retirar, apagar ou proibir as palavras “pai” e “mãe” do vocabulário, que poderão continuar a ser utilizadas por cidadãos, empresas ou nos serviços públicos — e até na legislação não abrangida pelas alterações agora aprovadas.

Conclusão

O estado de Nova Iorque não retirou do vocabulário nem proibiu a utilização das palavras “pai” e “mãe”. Um projeto de lei, aprovado no Congresso estadual, prevê a substituição dessas palavras por “gestante” e “não gestante”, respetivamente, nas leis de regulação parental e educacionais. No entanto, as duas palavras poderão continuar a ser utilizadas por cidadãos, empresas ou nos serviços públicos.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ENGANADOR

No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:

PARCIALMENTE FALSO: as alegações dos conteúdos são uma mistura de factos precisos e imprecisos ou a principal alegação é enganadora ou está incompleta.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.