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Três filmes para ver esta semana

"Dia D: Sob Pressão", passado poucos dias antes da invasão da Normandia, o documentário "Broken English", sobre Marianne Faithfull, e "Supergirl", são as escolhas de Eurico de Barros esta semana.

Eurico de Barros
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“Dia D: Sob Pressão”

Baseado na peça Pressure, de David Haig, que também assina o argumento com o realizador Anthony Maras, Dia D: Sob Pressão, passa-se durante as 72 horas antes de 6 de Junho de 1944, o Dia-D, quando os Aliados lançaram a invasão da Normandia. E dramatiza, com bastantes liberdades ficcionais pelo meio, o dilema enfrentado pelo general Dwight D. Eisenhower (Brendan Fraser) e pelo capitão James Stagg (Andrew Scott), chefe da Unidade de Meteorologia aliada, bem como o conflito entre ambos, sobre o tempo que ia fazer, e que condicionaria a data da Operação Overlord. Maras cria um clima de suspense aceitável, pese embora Fraser seja pouco convincente na pele de Eisenhower e o papel de Kay Summersby (Kerry Condon), a secretária particular deste (e, dizem, sua amante), bastante exagerado. Sobre o mesmo tema, há um telefilme mais rigoroso, Ike: Contagem Decrescente para o Dia D, assinado em 2004 Lionel Chetwynd, com Tom Selleck no papel principal, e metendo a interpretação de Brendan Fraser num chinelo.

https://www.youtube.com/watch?v=xcPgrKoXe_c

“Broken English”

Marianne Faithfull merecia um bom documentário biográfico, que contasse as várias e agitadas vidas que viveu — e a que sobreviveu —, mas Broken English, de Iain Forsyth e Jane Pollard (autores de 20.000 Dias na Terra, sobre Nick Cave), é-o só em parte. E isto pela forma que os realizadores lhe deram, inventando um Ministério do Não-Esquecimento, todo ele tecnologia analógica e dirigido pela ubíqua Tilda Swinton, nas instalações do qual uma já debilitada Marianne Faithfull (que morreria antes da conclusão do filme) é entrevistada pelo arquivista, que recorre a muito material escrito e filmado para revisitar a sua existência, com todos os  pontos altos e momentos felizes, e fases baixas e acontecimentos trágicos. Mas a presença, a personalidade, a franqueza, o sentido de humor e as muitas histórias contadas por Faithfull superam todas as distracções e digressões da fita, que encerra, adequadamente, com um registo da sua última interpretação, em que participou Nick Cave, pouco antes de morrer, em janeiro de 2025.

https://www.youtube.com/watch?v=ULIBlRCaoCw

“Supergirl”

Kara Zor-El, aliás Supergirl, a jovem super-prima de Super-Homem, já foi objecto de um outro filme com o seu nome, realizado em 1984 por Jeannot Szwarc e no qual foi interpretada por Helen Slater. Após aparecer brevemente, personificada por Milly Alcock, no mais recente Superman, em 2025, Supergirl tem agora um novo filme em que é a vedeta, assinado por Craig Gillespie. A super-heroína assistiu à destruição do planeta Krypton e foi enviada à Terra para proteger o primo Kal-El, que se tornaria o Super-Homem. O facto deste não necessitar da sua ajuda levou-a a sentir-se frustrada e inútil. A situação muda quando uma jovem alienígena a procura. Também o seu planeta foi destruído e os responsáveis continuam impunes. A jovem exige justiça, ameaçando vingar-se sozinha caso Supergirl não a ajude. Supergirl foi escolhido como filme da semana pelo Observador e pode ler a crítica aqui.