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(A) :: Musk alertou Trump para risco de invasão chinesa de Taiwan e dependência mundial dos "chips" da ilha em reunião na Casa Branca

Musk alertou Trump para risco de invasão chinesa de Taiwan e dependência mundial dos "chips" da ilha em reunião na Casa Branca

Livro revela reunião de 2025 na Casa Branca, na qual Musk advertiu que uma invasão chinesa de Taiwan teria consequências para a economia, defendendo transferir fábricas para fora de zonas de conflito.

Manuel Nobre Monteiro
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Elon Musk terá manifestado fortes preocupações com a dependência mundial de Taiwan na produção de semicondutores (“chips”) e com o risco de uma eventual invasão chinesa da ilha durante uma reunião na Casa Branca, em março de 2025. A informação foi revelada no livro Regime Change: Inside the Imperial Presidency of Donald Trump, publicado esta terça-feira pelos jornalistas do New York Times Maggie Haberman e Jonathan Swan.

De acordo com a obra, Musk esteve numa reunião com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e responsáveis de várias empresas tecnológicas, incluindo a Dell, a Qualcomm e a Intel, na qual alertou para a vulnerabilidade dos Estados Unidos perante a China no setor dos semicondutores.

Segundo os autores, citados pelo Business Insider, o dono da Tesla afirmou estar extremamente preocupado com a possibilidade de um conflito em torno de Taiwan, sublinhando que a ilha produz cerca de 70% dos “chips” mundiais e 90% dos mais avançados. Musk defendeu ainda que a produção destes componentes deveria ser transferida para locais fora de potenciais zonas de conflito, afirmando que “alguém tem de construir as fábricas fora da zona de batalha”.

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O livro refere também que Trump disse aos presentes na reunião que o Presidente chinês, Xi Jinping, lhe tinha garantido que Pequim não avançaria com uma invasão de Taiwan enquanto estivesse na Casa Branca. Ainda assim, acrescentou que essa garantia poderia não ser verdadeira, comparando a situação com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Durante a reunião, Trump, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, e vários líderes empresariais discutiram formas de reforçar a produção de “chips” nos Estados Unidos e reduzir a dependência da cadeia de abastecimento asiática. Segundo a mesma fonte, Musk advertiu que, mesmo em 2029, os Estados Unidos representariam apenas cerca de 30% da capacidade produtiva da TSMC (a maior fabricante de semicondutores avançados do mundo) e que uma invasão de Taiwan teria consequências graves para a economia mundial.

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O livro revela ainda que, em maio deste ano, Musk integrou a visita oficial à China de Donald Trump (juntamente com outros executivos do setor tecnológico, entre os quais Jensen Huang, da Nvidia, e Tim Cook, da Apple), uma vez que tem interesses no país através da fábrica da Tesla em Xangai, uma unidade que emprega cerca de 20 mil trabalhadores e que opera sob um modelo de propriedade integral da empresa norte-americana.