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Diogo Infante reconduzido na direção artística do Teatro da Trindade

Ator e encenador completa no próximo ano uma década à frente do teatro lisboeta. Fundação Inatel anuncia 400 mil euros em obras de melhoramento da fachada e aquisição de equipamentos.

Joana Moreira
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Diogo Infante foi reconduzido como diretor artístico do Teatro da Trindade pela Fundação Inatel, avançou o Diário de Notícias e confirmou o Observador, num novo mandato de três anos que termina no final de 2029. O ator e encenador ocupa o cargo há nove anos, desde que assumiu a direção do teatro lisboeta em dezembro de 2017.

“Alguém disse que o sucesso dá muito trabalho. Não posso estar mais de acordo. Acrescentaria apenas que para alcançar sucesso é preciso paixão, espírito de sacrifício, condições de trabalho e tempo para que as ideias e as estratégias possam dar frutos”, diz Infante, num comentário enviado ao Observador. “A possibilidade de ver um projeto artístico aplicado a uma estrutura como o Trindade ao longo de 9 anos e saber agora que ele irá durar, pelo menos mais 3, deixa-me naturalmente feliz e honrado, porque implica que poderemos dar continuidade ao trabalho que temos desenvolvido.”

“Diria que o segredo do nosso sucesso tem sido, em primeiro lugar, um compromisso empenhado em viabilizar um projeto, cujo modelo de gestão assenta na sustentabilidade, e fazê-lo com exigência, sem facilitismos. Em segundo lugar, a mobilização de toda a equipa residente do Trindade, reconhecendo que o seu contributo é essencial em todas as frentes e, por isso, valorizado. Em terceiro lugar, a capacidade de atrair talento, artístico, criativo e técnico, e com ele elevar a qualidade dos nossos espetáculos. Em quarto lugar, a confiança que conseguimos conquistar junto do público que nos visita, com a produção consistente de espetáculos de teatro relevantes, apetecíveis e memoráveis, capazes de sustentar carreiras longas, visando não só a criação, mas também a fixação de novos públicos”.

Com um projeto artístico que se distingue por espetáculos de teatro com carreiras de longa duração — contrariando a norma vigente noutros espaços —, assim deverá continuar a ser no equipamento que, na última temporada, registou 80 mil espectadores, segundo os números revelados esta segunda-feira, na conferência de imprensa de apresentação da temporada 2026-2027 do Teatro da Trindade, marcada pela continuidade da peça Clube dos Poetas Mortos, de Tom Schulman, com encenação de Hélder Gamboa. Sucesso da atual temporada, já vendeu mais de 55 mil bilhetes e prosseguirá em cartaz até 20 de dezembro, na Sala Carmen Dolores, a principal do Trindade.

Em janeiro, a peça parte em digressão pelo país, com sessões no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, de 8 a 31 de janeiro, no Teatro Municipal de Ourém, nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Teatro Municipal de Oliveira de Azeméis, nos dia 6 e 7 de março, no Centro de Artes de Águeda, nos dias 13 e 14 de março, no centro Cultural de Paredes, nos dias 20 e 21 de março, e em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva, nos dias 26 e 27 também de março próximo.

As estreias no Trindade arrancam, depois, com a peça Uma Casa, Com Certeza (10 de setembro a 25 de outubro), texto de Constança Bourgard, vencedora do Prémio Miguel Rovisco, com encenação de Miguel Fragata e a mais recente criação de Cristina Carvalhal, Sob Pressão (19 de novembro a 10 de janeiro), a partir de Perigo: Memória!, conjunto de duas peças de Arthur Miller.

O ano de 2027 começará com três peças centradas em figuras femininas: Bárbara, La Nonna e Florence – A Pior Cantora do Mundo. A primeira é (17 de Fevereiro a 4 de Abril) é um monólogo interpretado por Patrícia Tavares, encenado por Flávio Gil e escrito por Michelle Ferreira a partir da autobiografia (A Saideira) da jornalista brasileira Barbara Gancia. A segunda, La Nonna (18 de fevereiro a 25 de abril), é a encenação de Marco Medeiros para o texto do italiano Roberto Cossa, com Maria Rueff no elenco.

A terceira, Florence – A Pior Cantora do Mundo (20 de maio a 25 julho), é uma comédia de Peter Quilter inspirada pela história real de Florence Foster Jenkins, uma cantora de ópera de pouco talento, mas convencida de que era uma estrela. No final da temporada espera-nos ainda a versão de Elmano Sancho de Vidas Íntimas, de de Noël Coward, clássico da dramaturgia norte-americana do século XX (13 de maio a 27 de junho),

De acordo com o Diário de Notícias, a Fundação Inatel vai ainda investir 400 mil euros no teatro, em melhoramentos de toda a fachada exterior do edifício (300 mil euros), bem como na requalificação do bar (100 mil euros).