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Museu britânico National Gallery realiza conferência sobre Josefa de Óbidos

O evento pretende explorar a sua produção artística e lugar no "intercâmbio artístico na Península Ibérica, as artistas femininas ativas no século XVII e a cultura internacional de Portugal".

Agência Lusa
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O museu britânico National Gallery vai realizar, em 3 de julho, uma conferência sobre a pintora portuguesa do século XVII Josefa de Óbidos, que terá três obras em exposição por um dia na capital britânica.

O evento pretende explorar a sua produção artística e lugar no “intercâmbio artístico na Península Ibérica, as artistas femininas ativas no século XVII e a cultura internacional de Portugal”.

A conferência coincide com a exposição da National Gallery dedicada a Francisco de Zurbarán, um dos principais pintores espanhóis contemporâneos de Josefa de Óbidos (1630-1684), que nasceu em Sevilha, mas trabalhou em Portugal.

Segundo os especialistas, o célebre quadro “Agnus Dei” da pintora, cujo nome é Josefa de Ayala Figueira, foi influenciado por Zurbarán.

Entre os oradores vai estar a investigadora no Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Susana Varela Flor.

O simpósio celebra também a recente publicação do livro de Carmen Ripollés sobre Josefa, a primeira monografia em inglês sobre a artista.

O evento tem o apoio da Fundação Gaudium Magnum, Maria e João Cortez de Lobão, que vai ceder três obras de Josefa de Óbidos e uma obra de Balthazar Gomes Figueira (1604-1674), natural de Óbidos e pai de Josefa, para uma exposição reservada na Embaixada de Portugal em Londres no dia 2 de julho.

O acesso é apenas feito por marcação num dos três horários disponíveis.

A diretora da Fundação, Valentina Rossi, vai participar, entretanto, no dia 30 de junho, num debate também em Londres sobre fundações privadas e coleções britânicas e internacionais.

A Fundação Gaudium Magnum, Maria e João Cortez de Lobão existe desde 2018, tendo como missão “enaltecer Portugal, a língua portuguesa, a sua cultura e as suas gentes”, apostando, segundo a própria instituição, em quatro eixos estratégicos: cultura, educação, beneficência e investigação.

Na área cultural, e em particular a coleção de arte, reúne um espólio de peças centrado nos mestres antigos de pintura, com uma forte componente de autores portugueses.