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A presidente do Banco Central Europeu (BCE) avisou esta segunda-feira que a situação económica da zona euro “continua frágil” devido ao conflito no Médio Oriente, apesar do acordo alcançado, e defendeu o recente aumento “sólido” das taxas de juro.
“As perspetivas permanecem incertas, com riscos de subida da inflação e riscos de desaceleração do crescimento económico. O acordo de paz no Médio Oriente é bem-vindo, mas a situação continua frágil, existindo riscos de retrocessos ou de uma nova escalada”, afirmou Christine Lagarde.
Intervindo perante os eurodeputados da comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a responsável apontou que “as implicações completas da guerra para a inflação e o crescimento no médio prazo dependerão da intensidade e da duração do choque nos preços da energia, bem como da dimensão dos seus efeitos indiretos e de segunda ordem”.
Duas semanas após o BCE ter decidido aumentar as taxas de juro, Christine Lagarde defendeu que tal deliberação “é sólida em todos os cenários preparados pelos especialistas”.
Isto “significa que, em todos eles [cenários analisados], um aumento das taxas justifica-se”, acrescentou a presidente do BCE, referindo que, com tal decisão, o banco central está “bem posicionado para enfrentar a incerteza provocada pela guerra”.
“Acompanharemos de perto os desenvolvimentos e seguiremos uma abordagem dependente dos dados e tomada reunião a reunião para determinar a orientação adequada da política monetária”, adiantou.
Em 14 de junho passado, foi anunciado entendimento preliminar entre os Estados Unidos e o Irão para pôr termo às hostilidades no Médio Oriente e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções e a segurança regional.
O acordo prevê um período de negociações técnicas antes da sua formalização definitiva, estando a oficialização dependente do cumprimento dos compromissos acordados por ambas as partes.
Antes, em 11 de junho passado, o BCE decidiu subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.