O ministro da Economia e da Coesão Territorial desvalorizou o fantasma do antigo líder do PSD que paira sobre o Congresso do Partido, ao dizer que as críticas de Pedro Passos Coelho “não devem dominar o Congresso”. Até porque, atira, “quem não quer vir ao Congresso, não deve ser tema do Congresso”. Em entrevista na Rádio Observador, Manuel Castro Almeida diz que o chumbo da reforma laboral por parte do partido liderado por André Ventura é “um sinal, que já existe no país, de que o Chega não é confiável.”
O governante lembra que “um Governo minoritário depende de outros partidos, de um dos dois grandes partidos, para fazer reformas. O PS afastou-se, tivemos de negociar com o único partido que estava disponível. Ninguém pode acusar o Governo PSD de não ter feito tudo o que está ao seu alcance”. Sobre o falhanço das negociações na legislação laboral, Manuel Castro Almeida diz que “o que fica para a história é que houve um primeiro-ministro que resistiu a ir atrás da cenoura do Chega que era baixar a idade da reforma”.
Ouça aqui a entrevista a Manuel Castro Almeida
https://observador.pt/programas/emissao-especial/castro-almeida-montenegro-resistiu-a-cenoura-do-chega/
O ministro da Economia elogia “o primeiro-ministro Montenegro por resistir a mexer nas reformas”, já que a descida até pode parecer uma “ideia interessante”, mas isso significaria baixar o valor das reformas ou até colocá-las em risco. Montenegro “resistiu ao prato de lentilhas”, atirou. Manuel Castro Almeida diz que a “ministra do Trabalho não está fragilizada” e que só estaria se se tivesse mantido “inflexível” ao longo do processo, o que acredita que não aconteceu.
Castro Almeida afasta crise política
O governante afasta, para já, um cenário de eleições antecipadas e adverte que o Governo “só pode ser derrubado caso os partidos se entendam numa moção de censura. Mas o PS e o Chega só aprovarão moção de censura quando acharem que vencem eleições.” Castro Almeida avisa que “um deles ou os dois vão enganar-se”.
Quanto à apresentação de uma moção de confiança, o ministro diz que é “um cenário que não está agora da mesa”. Até porque, defende, “os mandatos de quatro anos tendencialmente devem ser cumpridos. O país só ganha em cumprir legislaturas. E deve ser essa a postura do Governo”.
Sobre se o PS vai chumbar o orçamento do Estado, Manuel Castro Almeida diz que os socialistas devem chumbar o documento se “acharem que é mau”. E adverte para a importância do orçamento para a execução de fundos comunitários.
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