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(A) :: Habemus história: Miguel Almirón é o primeiro expulso pela lei Prestianni (e já tinha "inaugurado" outra regra antes)

Habemus história: Miguel Almirón é o primeiro expulso pela lei Prestianni (e já tinha "inaugurado" outra regra antes)

Depois de ter estado na primeira reversão de um cartão amarelo por simulação, Miguel Almirón foi o primeiro expulso à luz da nova regra "Prestianni" que proíbe que jogadores tapem a boca para falar.

Bruno Roseiro
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Destacou-se no Atlanta United, chegou à Premier League via Newcastle com o rótulo de craque pronto para fazer história, regressou à sua equipa da MLS no início da última temporada. Não se pode dizer que Miguel Almirón tenha passado ao lado da experiência que teve na melhor liga do mundo, mas aquilo que prometia nunca se chegou a confirmar em pleno. Quem o via jogar, até antes no Lanús, sabia que tinha ali um craque. Um craque que, em 2026, iria ter a primeira e possivelmente única experiência no Mundial. Queria deixar marca, acabou por ficar na história – mas, neste caso, pelas piores razões que podia encontrar.

https://observador.pt/2026/06/20/os-11-que-jogam-por-sete-milhoes-perderam-o-respeito-e-resistiram-a-uma-estrela-decrescente-presa-no-caos-a-cronica-do-turquia-paraguai/

O lance foi “estranho” (a hora do jogo em Portugal também não ajudava, tendo em conta que, por ser em São Francisco à noite, começou às 4h nacionais…), o desfecho não demorou a correr mundo. Com o Paraguai a vencer a Turquia com um golo de Matias Galarza logo no segundo minuto, o árbitro interrompeu a partida já perto do intervalo para ouvir aquilo que lhe estava a chegar do VAR. Iván Barton, juiz de El Salvador, não tinha visto nada, o videoárbitro tinha apanhado tudo. Primeira vítima da “lei Prestianni” à vista?

Resposta rápida? Sim. Já antes, no meio da confusão, alguns jogadores como o turco Çalhanoglu tinham percebido o que estava em causa, com o médio do Inter a explicar a um elemento do Paraguai que Almirón tinha tapado a boca para falar – o que passou a ser proibido. Quando Iván Barton foi rever o lance na TV que está no campo, foi possível perceber que Miguel Almirón disse alguma coisa a Mert Müldür com a mão à frente da boca, o defesa/médio do Fenerbahçe fez sinal do gesto e o vermelho acabou por tornar-se inevitável apesar do desalento do médio ofensivo, que não queria acreditar na expulsão à luz da nova regra.

https://twitter.com/Rodri_velis/status/2068182551575831019

Apesar da desvantagem numérica, o Paraguai conseguiu conservar a vantagem pela margem mínima frente à Turquia, que se tornou assim a primeira equipa eliminada neste Mundial-2026 (e a primeira grande deceção, acrescente-se). Assim, e com os EUA apurados na primeira posição no grupo D, os sul-americanos vão discutir o apuramento via segundo lugar com a Austrália na próxima jornada, sendo que mesmo uma derrota pode ainda valer a qualificação para a fase a eliminar pela terceira posição. Problema? Não poderão contar com Miguel Almirón, que irá cumprir castigo de pelo menos um jogo depois do cartão vermelho.

https://twitter.com/LaStampa/status/2068244994297651615

O jogador de 32 anos do Atlanta United deixou ainda uma outra “marca” neste Mundial-2026, sendo também o primeiro a ser “vítima” de outra regra nova: no jogo inaugural com os EUA, quando os norte-americanos já venciam por 3-0, o árbitro Danny Makkelie assinalou uma falta com amarelo ao central Tim Read mas, após ser alertado pelo VAR, foi rever as imagens e acabou por inverter a admoestação, passando-a para o paraguaio por simulação. Essa ação entroncou numa nova lei prevista para “erros de identidade” em casos de admoestação ou expulsão do jogador errado. Agora, Almirón voltou a fazer “história”…

https://twitter.com/FantasyTactical/status/2065837326178378000