“Este avião foi transformado numa Casa Branca voadora num nível de luxo nunca antes visto”. Foi assim que Donald Trump descreveu o Boeing 747 oferecido pelo Qatar que foi esta sexta-feira inaugurado como o novo Air Force One.
O esquema de cores e o design da aeronave foram escolhidos a dedo para se enquadrarem no “gosto” do Presidente. “Um Presidente normal não faria isto. Um Presidente normal escolheria ficar bem longe do avião. Mas o nosso país tem de ser representado como deve ser”, afirmou Trump na cerimónia que decorreu num hangar da Força Aérea. “Agora, quando aterrarmos em aeroportos em Londres e na Alemanha, ninguém vai ter um avião melhor que este e é assim que eu quero que o nosso país seja representado”, continuou o Presidente dos EUA.


Mas este nível de luxo será apenas temporário. Como escreve a Associated Press, o presente do Qatar será utilizado pela Casa Branca até 2028, quando o pedido feito por Washington à Boeing por uma nova versão do Air Force One, o VC-25B, chegar à presidência. A encomenda do novo avião já devia ter chegado em 2024, mas o prazo de entrega tem sido sucessivamente atrasado pela empresa norte-americana, o que levou Trump a fazer um pedido ao seu homólogo qatari. “Pedi ao Emir se podíamos usar aquele novo 747 que nos ofereceu, porque os nossos aviões estão velhos”, confessou o Presidente esta sexta-feira.
Para além da apresentação desta nova aeronave, a cerimónia foi um prenúncio da reforma dos VC-25A, os dois aviões que pertenciam à frota Air Force One, que vão continuar em serviço até à chegada dos sucessores, mas cuja utilização irá diminuir devido à chegada do 747 oferecido pelo Qatar. Como explicou Donald Trump, estes VC-25A viajaram mais de seis milhões de milhas (quase 10 milhões de quilómetros), por 96 países em mais de 200 viagens internacionais. “Tornaram-se nos aviões mais conhecidos do mundo”, acrescentou.
O novo avião, que deixa de ter a base azul do original e passa a ter uma faixa vermelha e uma barriga mais escura, chegou aos Estados Unidos em 2025, oferecido diretamente a Donald Trump, mas com o objetivo de se tornar o próximo avião oficial da presidência norte-americana. O presente foi alvo de críticas e questões a nível ético e legal, mas o Chefe de Estado insistiu que não vai utilizar o 747 quando sair da Casa Branca e que este acabaria doado a uma biblioteca presidencial quando deixasse de voar. Entretanto, sofreu várias alterações para poder ser requalificado como transporte oficial do Presidente.