A Polícia Judiciária (PJ) efetuou na quinta-feira buscas relacionadas com a atividade do Coletivo pela Libertação da Palestina, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de associação criminosa, entre outros crimes.
Num comunicado divulgado esta sexta-feira, a PJ adiantou que, através da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Almada, procedeu ao cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher meios de prova relacionados com a atividade do grupo denominado Coletivo pela Libertação da Palestina.
“Os visados pela investigação são suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, instigação pública a um crime, apologia pública de um crime, dano qualificado e ofensa a pessoa coletiva“, referiu a polícia, que não adiantou mais pormenores uma vez que a investigação está em segredo de justiça.
O coletivo confirmou, em comunicado, as buscas na manhã de quinta-feira, adiantando que foram efetuadas “à casa de várias pessoas, alegando o seu envolvimento em ações em solidariedade com a Palestina”.
“Os agentes revistaram habitações durante várias horas, apreenderam vários objetos pessoais e conduziram algumas destas pessoas para a sede da PJ”, avançou o grupo, que considerou que esta ação policial “não é surpreendente”.
“Em toda a Europa, coletivos e militantes antissionistas têm sentido um escalar do ataque dos Estados contra toda e qualquer iniciativa de solidariedade com a resistência anticolonial palestiniana, particularmente desde outubro de 2023”, afirmou o coletivo, rematando: “Sabemos que, para os Estados, será sempre mais útil reprimir quem luta ao lado da gente oprimida do que quem oprime as gentes. Mas cá estaremos para continuar a apoiar quem está do lado certo da luta. Solidariedade com todas as pessoas perseguidas por defender a liberdade do povo palestiniano. Fim ao estado sionista. Palestina livre”.