O jogador Son Heung-min foi dispensado do serviço militar obrigatório em 2018, após conquistar a medalha de ouro nos Jogos Asiáticos. Em vez de cumprir o período habitual de quase dois anos, pôde fazer apenas três semanas de treino militar. Alguns jornalistas foram apanhados a criticar o jogador e por isso a seleção sul-coreana fez um boicote à comunicação social.
A situação que originou este blackout aconteceu durante uma sessão de treino no México, antes da estreia da seleção no Mundial. Acidentalmente, uma estação de televisão sul-coreana captou uma conversa entre jornalistas que estavam contra a isenção de Son do serviço militar. As imagens e o áudio foram transmitidos em direto, sem qualquer edição.
Em forma de protesto, Son Heung-min recusou prestar declarações após a vitória da Coreia do Sul por 2-1 frente à República Checa, no dia 12 de junho. A Al Jazeera relatou ainda que outros jogadores se recusaram a falar com órgãos de comunicação fora dos compromissos oficiais da FIFA, tendo sido canceladas todas as entrevistas individuais agendadas.
Mais tarde, a Federação Coreana de Futebol quebrou o silêncio através de uma nota oficial, na qual repudiou as “declarações inadequadas”, descrevendo o “grande choque e desilusão” que causaram à equipa. “A reportagem no local deve ser conduzida com base no respeito e na confiança mútuos, sendo que o respeito e a proteção dos jogadores devem ter prioridade”, referiu, citada pelo The Athletic. Tendo em conta isso, a federação pediu “uma maior consideração e uma atitude responsável para com a seleção nacional e os jogadores, de modo a evitar que situações semelhantes se repitam”.
Heung-min, de 33 anos, joga nos Los Angeles FC (MLS) — depois de uma longa carreira no Tottenham Hotspur — e representa a seleção sul-coreana desde 2010, somando 145 internacionalizações.