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(A) :: Eu quero Cultura para todos!

Eu quero Cultura para todos!

Não há inocência no financiamento nem na distribuição de subsídios. Existe, sim, uma estratégia deliberada na imposição de dogmas identitários

João Merino
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Vivemos uma realidade curiosa. Basta questionar, um pouco, o destino dos nossos impostos para que a esquerda e as suas franjas dependentes do Sistema comecem a espumar os insultos do costume – censura, fascistas, retrógrados -, utilizando uma verdadeira máquina de propaganda que não tolera o contraditório. E porquê? Simplesmente porque se ousa denunciar o óbvio: a Cultura no nosso País transformou-se num banquete privado para elites intelectuais, pago com o esforço e o suor de quem trabalha.

Estamos no epicentro de uma autêntica guerra Ideológica e Cultural. A esquerda radical colonizou, deliberadamente, as instituições académicas e artísticas, utilizando o erário público como principal braço armado para a imposição da sua agenda woke mas, com essa aposta, foi perdendo o contacto com o Portugal real e por isso grita, insulta, acusa quem não pensar como ela, de ser inferior, não ter visão, de analfabetismo cultural, de serem uns burros.

Mas, spoiler alert: não há inocência no financiamento nem na distribuição de subsídios. Existe, sim, uma estratégia deliberada na imposição de dogmas identitários, no reescrever da nossa História, no apagar da matriz cultural ocidental. Financiam-se nichos ideológicos com milhões de euros para promoverem o policiamento da linguagem, o controle da narrativa e o desenvolvimento de um sentimento de vitimização geral. Entretanto, a Cultura Popular, as nossas tradições mais profundas e a verdadeira identidade nacional são empurradas, marginalizadas, asfixiadas pelo preconceito desta nova inquisição.

Esta perversão ideológica não acontece abstracta e inocentemente só no plano das ideias; ela destrói a identidade das nossas terras de forma muito concreta. O cancelamento sistemático de festas icónicas, tradições seculares e manifestações populares que orgulham, juntam as nossas famílias e movem a economia real são a prova viva disso. Sob o pretexto de falta de verbas, enquanto continuam a injectar fortunas em programações culturais de nicho, é o retrato fiel de um País real. Destroem o que é nosso, o que une as Comunidades, o que nos orgulha – e já orgulhava os nossos avós -, para garantir que não falta um único cêntimo a coletivos teatrais de vanguarda, associações identitárias e festivais de cinema alternativo com muito pouco público local. Isto não é promoção da Cultura! Isto é um processo de desenraizamento, de engenharia social já há muito em andamento e direccionado aos povos de matriz judaico-cristã.

O que mais me revolta é a total inversão de prioridades e o desprezo por quem sustenta o País. Como é possível injectarmos fortunas públicas numa agenda cultural elitista e panfletária quando temos escolas públicas a cair de podre, quando faltam polícias na rua e a sensação de insegurança é cada vez mais uma realidade, quando ainda temos aldeias sem saneamento básico ou deficientes infra-estruturas? Andamos a pagar impostos asfixiantes, os mais altos de sempre, para que o cidadão comum seja o único sacrificado, enquanto o Estado financia os caprichos e os complexos da esquerda caviar, que vive numa bolha de privilégio completamente desligada da realidade.

Para mim, direitolas conservador, a matemática é simples: se o dinheiro é público, tem de ser gerido com respeito por quem paga impostos. A Cultura não pode ser o feudo ideológico de uma facção política. Os recursos devem estar focados nas prioridades reais da população e numa programação cultural plural, abrangente e verdadeiramente democrática. Uma cultura que respeite todos os gostos e devolva aos Portugueses uma verdadeira LIBERDADE de escolha — sem fiscais da verdade ou quaisquer elites a ditar o que o povo deve ou não ver, ouvir ou consumir.

Por mim podem continuar a berrar os vossos rótulos infantis as vezes que quiserem. A vontade e o crer do Povo comum, a força do bom-senso e a defesa daquele que é o nosso maior bem – Liberdade – está em movimento e qual bola de neve já não mais tem parança.