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Tecnologia da Sword Health chega ao SNS com fisioterapia remota com inteligência artificial

A tecnologia do unicórnio português Sword Health vai chegar ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Acordo permite disponibilizar fisioterapia remota "em todos os hospitais e centros de saúde" do SNS.

Cátia Rocha
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A Sword Health fechou uma parceria estratégica com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) português, que permitirá disponibilizar fisioterapia remota com inteligência artificial (IA). A parceria permitirá que “todos os hospitais e centros de saúde do setor público” possam disponibilizar esta tecnologia “sem quaisquer custos para os utentes”.

O anúncio foi feito durante uma sessão no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e de Gonçalo Matias, ministro da Reforma do Estado. De acordo com a governante, a parceria representa “um tempo de mudança”, com a expectativa de que, com esta solução de IA, seja possível reduzir as “assimetrias de cuidados ao longo do país e as listas de espera”.

A Sword detalha que esta solução tecnológica “estará disponível no SNS a partir da próxima semana”. Os médicos de família ou qualquer outro médico do SNS poderão prescrever a fisioterapia com IA da Sword a quem tenha “patologias musculoesqueléticas comuns, como lombalgia, omalgia, gonalgia, entorses e distensões musculares”.

A empresa prevê que ao integrar a solução no SNS seja possível ter uma “redução de 97% dos tempos de espera para um doente dar início ao tratamento e uma poupança em torno dos 45% para o Estado, face ao modelo convencional”.

Virgílio Bento, cofundador e CEO da Sword, explica que a implementação no SNS será feita “passo a passo”. “Demorámos dez anos a dar o primeiro passo, acho que o segundo será muitíssimo mais rápido”.

A Sword explica que, a partir do momento em que haja uma prescrição para fisioterapia remota com IA, o utente pode aceder ao site da empresa, fazer um registo e iniciar o tratamento. Será feita depois uma consulta inicial com a equipa clínica da Sword, para avaliar o estado do utente. De acordo com a Sword, o paciente receberá “num prazo médio de dois dias” um dispositivo médico certificado para realizar os exercícios do plano terapêutico. Através da integração de IA, a execução dos movimentos “é analisada e corrigida em tempo real, de forma a garantir que são realizados de forma correta e segura”.

Em comunicado, a Sword explica que esta parceria com o SNS se materializa na “sequência do despacho n.º 1211/2026, do Gabinete do secretário de Estado da Gestão da Saúde, publicado em Diário da República no passado mês de fevereiro, que abriu oficialmente a porta do SNS à fisioterapia remota com dispositivos médicos certificados”.

O acordo prevê um valor de 200 euros por cada utente que faça reabilitação. Conforme explica André Eiras, vice-presidente de desenvolvimento de negócio da Sword, “o preço é fixo para um ano”, permitindo que o utente tenha um “acesso ilimitado” a sessões de fisioterapia.

Aos jornalistas, Virgílio Bento, CEO da Sword, explicou que o valor total de custos para o SNS dependerá da adoção desta solução de fisioterapia remota. Ainda assim, explica que “o custo estimado é de um quinto quando comparado com o sistema tradicional”.

A Sword Health já disponibiliza esta tecnologia de fisioterapia remota com IA em vários mercados, nomeadamente nos EUA, através de parcerias com seguradoras.

Sword está a “iniciar trabalhos com o INEM”. Ministra da Saúde espera que “outras empresas” se juntem

Em declarações aos jornalistas, após o fim da apresentação, Ana Paula Martins foi questionada sobre a implementação de tecnologia no INEM. A ministra da Saúde refere que “tem de haver um sistema digital, com triagem, com inteligência artificial associada”.

Nesse sentido, a ministra revela que a “própria Sword já está neste momento a iniciar trabalhos com o INEM” para estudar soluções tecnológicas no serviço de emergência médica. “Como outras empresas se juntarão, porque nós precisamos de todo o talento para colocar ao serviço do cuidado das pessoas”, acrescenta.

Esta não é a primeira vez que a Sword tenta trabalhar com o INEM. Em novembro de 2024, Virgílio Bento revelou ao Expresso que a empresa estava disponível para oferecer um sistema de IA ao Governo para ajudar na triagem telefónica do INEM. Na altura, o CEO da companhia descreveu um sistema com “uma conversa natural”. Meses depois, revelou que a equipa da Sword tinha encontrado um sistema “obsoleto, frágil” no INEM, revelando que não seria possível “integrar a solução no sistema de informação do INEM”. 

https://observador.pt/2025/02/07/unicornio-portugues-que-ofereceu-ferramenta-de-ia-ja-nao-vai-colaborar-com-o-inem-o-que-encontramos-e-assustador/