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Ministério da Educação reconhece falha no exame de Português e pede auditoria

Exame de Português tinha imagem igual à de um livro de preparação de exames. Ministério da Educação diz que houve "falha objetiva da equipa responsável" e pede auditoria ao instituto.

Mariana Marques Tiago
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O Ministério da Educação, Ciência e Inovação ordenou à Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) a realização de uma auditoria aos procedimentos do EduQA (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação) — antigo IAVE — após ter sido usada no exame de Português uma imagem igual à de um manual de preparação. No comunicado enviado pela pasta às redações lê-se ainda que o ministro Fernando Alexandre pediu ao EduQA um parecer técnico sobre a consequência desta situação na “equidade entre os alunos”.

“O Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI) determinou à Inspeção Geral da Educação e Ciência (IGEC) a realização de uma auditoria aos procedimentos internos do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) no âmbito da elaboração dos enunciados dos Exames Nacionais do Ensino Secundário, designadamente ao nível da verificação de itens previamente publicados”, lê-se no comunicado.

A pasta liderada por Fernando Alexandre aponta ainda que, quando o relatório da IGEC estiver concluído, o MECI “tirará as devidas consequências”.

Pouco tempo depois da realização do exame de Português, algumas organizações e movimentos como a Missão Escola Pública começaram a alertar para o facto de a imagem de um dos exercícios do exame ser exatamente igual à que tinha sido publicada num caderno de exercícios de preparação para a avaliação que dá acesso ao ensino superior. Isto traduz-se numa “falha objetiva da equipa responsável pela elaboração do exame na verificação de questões/itens já disponibilizados por editoras”, indica o Ministério da Educação.

https://observador.pt/2026/06/17/exame-de-portugues-usa-imagem-igual-a-de-manual-de-preparacao-houve-alunos-que-tiveram-sorte-acusa-catedratico/

“A utilização da imagem em questão deveria ter sido evitada pelo EduQA, tendo em conta a prática habitual de verificação exaustiva — no âmbito da elaboração de enunciados — de cadernos de preparação disponibilizados pelas editoras, o que evitaria situações semelhantes à ocorrida este ano. Ao contrário da informação reportada inicialmente pelo EduQA ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, aquele caderno de exercícios foi disponibilizado em agosto de 2025, tendo a prova sido elaborada no início de 2026”, explica ainda esta pasta.

No comunicado lê-se ainda que Fernando Alexandre pediu ao EduQA “a emissão de um parecer técnico sobre os eventuais efeitos desta situação na equidade entre os alunos que realizaram a prova”.