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O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, anunciou esta quinta-feira o corte de “todo o contacto” com a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.
Gideon Saar condenou Kaja Kallas por alegadamente comparar o tratamento dado por Israel aos cidadãos palestinianos em Gaza e na Cisjordânia ao antigo regime do apartheid sul-africano.
Através das redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros pediu para que Kaja Kallas se retrate do que considerou “calúnia de sangue dirigida ao único Estado judaico do mundo”.
https://twitter.com/gidonsaar/status/2067522787334406632?s=20
O ministro israelita baseou o anúncio sobre a chefe da diplomacia do bloco europeu numa notícia publicada no órgão de comunicação Euractiv, segundo a qual a diplomata fez a comparação durante uma série de reuniões à porta fechada durante uma visita ao México.
O Euractiv referiu que Kallas comparou o tratamento dado por Israel aos palestinianos ao apartheid na África do Sul na década de 1990, segundo alguns funcionários presentes nas reuniões citados pelo portal.
Kallas visitou Israel e o território palestiniano da Cisjordânia em março de 2025, mantendo uma postura crítica em relação à ofensiva israelita em Gaza, mas frisou o direito de Israel à autodefesa.
As Nações Unidas e organizações não-governamentais como a Amnistia Internacional compararam o tratamento dado à população palestiniana ao apartheid sul-africano, referindo que tanto Gaza como a Cisjordânia estão cercadas por muros para as manter separadas do território israelita.
No caso da Cisjordânia, a ONU destacou, num relatório de janeiro, que entre estas semelhanças está a forma como Israel aplica dois sistemas jurídicos diferentes dando um tratamento desigual aos colonos, que residem no enclave, e aos palestinianos.
https://observador.pt/2026/06/09/onu-responsabiliza-israel-e-hamas-por-atrocidades-contra-palestinianos/