Pode ser mais um passo na reconciliação de Harry com o pai. O controverso filho de Carlos III deverá regressar ao Reino Unido em julho, acompanhado pela não menos polémica mulher, Meghan, e os filhos, Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco. Se isso se concretizar, será a primeira vez em quatro anos que a família se encontra com o Rei britânico. O pretexto da viagem é a participação num evento que marca a contagem decrescente de um ano para os Jogos Invictus de 2027, criados pelo duque de Sussex em 2013.
“Harry disse que regressará antes do final do ano com os filhos, com a intenção expressa de se reconciliar com o pai. A forma como o disse parece deixar claro que acredita que isto está a acontecer e abrirá caminho para um relacionamento pacífico e duradouro entre ambos”, afirmou uma fonte próxima do príncipe, que vive atualemente na Califórnia, ao jornal britânico The Telegraph.
A fonte reconheceu que ainda existe alguma “desconfiança” em relação ao Duque de Sussex no círculo mais próximo do Rei, mas garantiu que Carlos III continua empenhado em encontrar uma forma de reconstruir a relação com o filho mais novo. Apesar dessa vontade de aproximação, os últimos meses foram marcados por uma “dissidência”, alimentada pelas revelações feitas por Harry na autobiografia Spare e por declarações públicas concedidas em entrevistas televisivas. “Embora tenha havido problemas de confiança profundos em relação a Harry, existe agora a sensação de que todas as partes desejam a paz”.
O Duque de Sussex terá ainda confidenciado a amigos nos Estados Unidos que está “entusiasmado” para que Archie e Lilibet conheçam o avô. Carlos III, segundo a BBC, viu os seus netos pela última vez durante as comemorações do Jubileu de Platina da Rainha Isabel II, em 2022.
Para além da participação no evento de promoção dos Jogos Invictus, que terão lugar em Birmingham, em julho de 2027, Harry deverá também encontrar-se com várias instituições que apoia há vários anos, como a WellChild e a Scotty’s Little Soldiers, relata a emissora britânica.
Ainda não são conhecidas as medidas de segurança que serão aplicadas durante a visita. Em maio de 2025, o filho mais novo de Carlos III perdeu o recurso de ação judicial que apresentou contra o Ministério do Interior britânico, numa tentativa de recuperar o direito à proteção policial, financiada pelos contribuintes, sempre que estiver no Reino Unido. A segurança de Harry foi reduzida em 2020, após o príncipe ter abandonado as funções de “membro sénior” da Família Real e se ter mudado para os Estados Unidos.
Após a decisão do Supremo Tribunal, o Duque de Sussex afirmou, em entrevista à BBC, que não se sentia em condições de levar a família ao Reino Unido por não conseguir garantir a sua segurança. No entanto, em dezembro do ano passado, o direito do príncipe Harry a ter proteção policial enquanto está de visita ao Reino Unido começou a ser novamente revista. A decisão definitiva sobre o nível de proteção caberá agora ao Comité Executivo para a Proteção da Realeza e de Figuras Públicas (RAVEC), o organismo do Ministério do Interior britânico responsável por estas matérias, escreve o The Telegraph.
Harry já tinha expressado o desejo de uma “reconciliação” com a Família Real e, em setembro do ano passado, reuniu-se com Carlos III em Londres. Foi o primeiro encontro entre ambos desde fevereiro de 2024, sendo visto como um sinal inicial de aproximação e de tentativa de reconstrução da confiança entre pai e filho, após um período de forte tensão familiar.
Permanece, contudo, por esclarecer se o Rei terá oportunidade de passar tempo com os netos em julho.