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O historial de maus arranques, os 51 duelos perdidos e a seca de Ronaldo: os números do empate da Seleção

Portugal não foi além de um empate no primeiro jogo do Mundial 2026 e há números que ajudam a explicar porquê: entre os golos sofridos, o historial de maus arranques e uma autêntica seca de Ronaldo.

Mariana Fernandes
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Um jogo, um ponto. Portugal empatou com a RD Congo no primeiro jogo no Mundial 2026 e terá agora de correr atrás do prejuízo contra o Uzbequistão e a Colômbia para marcar presença nos 16 avos de final. Apesar de Roberto Martínez ter defendido que gostou da atitude dos jogadores em Houston, existem números que ajudam a explicar a escorregadela — incluindo o facto de a Seleção Nacional ter tido muito mais bola, mas só ter rematado à baliza no lance que deu o golo de João Neves.

https://observador.pt/2026/06/17/o-dia-em-que-a-numerologia-se-perdeu-num-futebol-de-praia-a-cronica-do-portugal-rd-congo/

41. Ronaldo é o mais velho jogador de campo a ser titular num Mundial

O primeiro número apareceu logo com o onze inicial. Para além de ter igualado Lionel Messi e Guillermo Ochoa enquanto únicos jogadores a participar em seis edições do Campeonato do Mundo, Cristiano Ronaldo tornou-se o mais velho jogador de campo a ser titular num Mundial, superando Atiba Hutchinson (Canadá, 2022) e Pepe (Portugal, 2022). E a verdade é que, aos 41 anos e mesmo se juntarmos os registos de todos os guarda-redes, o capitão da Seleção Nacional só fica atrás dos 45 de Essam El-Hadary (Egito, 2018).

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21. Neves é o terceiro mais jovem a marcar por Portugal em Mundiais

João Neves estreou-se no Campeonato do Mundo com um golo, estreando-se também a marcar em fases finais de grandes competições depois de já ter estado no Europeu de 2024, e o facto de ter apenas 21 anos ajudou-o a entrar na história da Seleção Nacional. Com o cabeceamento certeiro em Houston e contra a RD Congo, o médio do PSG tornou-se o terceiro jogador mais jovem a marcar por Portugal num Mundial, ficando à frente de António Simões (1966) e João Félix (2022) e atrás de Cristiano Ronaldo (2006) e Gonçalo Ramos (2022).

https://twitter.com/playmaker_PT/status/2067299494291517761

1. Nos últimos cinco Mundiais, Portugal só ganhou uma vez no arranque

Apesar da desilusão do resultado desta quarta-feira, a verdade é que não é assim tão estranho ver Portugal a escorregar logo no arranque num Campeonato do Mundo. Nas últimas cinco edições do Mundial, de 2010 e até 2026, a Seleção Nacional só venceu o primeiro jogo numa ocasião — e foi no último, no Qatar em 2022, contra o Gana (3-2). De resto, somou três empates contra Costa do Marfim (2010, 0-0), Espanha (2018, 3-3) e RD Congo (2026, 1-1) e uma derrota contra a Alemanha (2014, 4-0).

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16. Os golos que Portugal sofreu nos últimos 15 jogos

Sofrer pelo menos um golo por jogo tornou-se um dado adquirido para a Seleção Nacional. Com o golo sofrido em Houston contra a RD Congo, Portugal leva agora 11 golos sofridos nos últimos 15 jogos e no espaço de pouco mais de um ano, desde os quartos de final da Liga das Nações contra a Dinamarca. Ou seja, entre final four da Liga das Nações, qualificação para o Campeonato do Mundo, jogos particulares e o arranque do Mundial 2026, a equipa de Roberto Martínez concedeu 16 golos.

https://twitter.com/playmaker_PT/status/2067328697875550479

10. Os jogos em Mundiais e Europeus que Cristiano Ronaldo leva sem marcar

Ao ficar em branco esta quarta-feira contra a RD Congo, Cristiano Ronaldo leva agora 10 jogos consecutivos sem marcar em fases finais de Europeus e Mundiais. O último golo do capitão da Seleção Nacional ao mais alto nível foi na fase de grupos do Mundial 2022, contra o Gana e de grande penalidade, sendo que terminou a partida em Houston com apenas três remates e sem que nenhum tenha acertado na baliza dos congoleses.

https://twitter.com/playmaker_PT/status/2067333014401474948

51. Os duelos individuais que Portugal perdeu

Ficou totalmente visível a olho nu durante o jogo, mas as estatísticas ajudam a comprová-lo. Durante os 90 minutos, Portugal venceu apenas 35 duelos individuais, enquanto que a RD Congo venceu 51 — uma disparidade clara que explica as dificuldades de Bernardo Silva na primeira parte, as lateralizações de Vitinha ao longo de toda a partida e a ideia sempre presente de que a Seleção Nacional não tinha corpo, velocidade ou intensidade para competir com os congoleses.

https://twitter.com/_Goalpoint/status/2067349087666774385

1. Portugal só fez um remate à baliza contra a RD Congo — o do golo

As estatísticas finais do jogo são o espelho da superioridade não objetiva que Portugal demonstrou contra a RD Congo. A Seleção Nacional teve 75% de posse de bola contra os 25% do adversário, mas raramente a transformou em lances de perigo: fez menos remates (7 contra 8), menos remates enquadrados (1 contra 2) e criou menos ocasiões flagrantes (0 contra 1), chegando também ao apito final com menos expected goals (0.7 contra 0.8).

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